Juiz confirma arquivamento de inquérito sobre vídeo íntimo atribuído a Doria

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João Doria. Foto: Divulgação Facebook

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

O juiz Emílio Migliano Neto, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, acolheu parecer do Ministério Público Eleitoral em São Paulo (MPE-SP) e determinou o arquivamento da investigação sobre o vídeo íntimo atribuído ao governador João Doria (PSDB) na campanha eleitoral de 2018. O inquérito foi aberto em novembro daquele ano a pedido do próprio tucano, que nega a autenticidade da gravação e alega ter sido vítima de difamação.

No pedido de arquivamento apresentado à Justiça nesta segunda-feira, 14, o promotor eleitoral Luis Gabos Alves afirmou que encerrou o inquérito porque, após mais de três anos, não há pistas sobre a autoria do vídeo nem meios de investigação para encontrar o responsável por divulgar a gravação.

“Considerando que após três anos de investigação a autoria delitiva permanece ignorada e não vislumbrando outras diligências úteis que possam ser encetadas, promovo o arquivamento do presente inquérito policial”, diz um trecho do ofício do juiz eleitoral.

No documento, o promotor eleitoral contraria o núcleo de criminalística da superintendência da Polícia Federal em São Paulo, que concluiu não haver sinais de adulteração no vídeo. Segundo o representante do MPE, há “indícios de que as imagens tenham sido adulteradas ou montadas”, mas que não foi possível elucidar o responsável por manipular a gravação ou divulgá-la nas redes sociais.

Ao longo da investigação, foram ouvidos dois eleitores do presidente Jair Bolsonaro (PL), que admitiram ter recebido o vídeo em um grupo de WhatsApp bolsonarista; o vereador Camilo Cristófaro (PSB), que apontou uma das mulheres na gravação como assessora da Câmara Municipal; e a própria funcionária parlamentar, que negou envolvimento no vídeo.

Um dos caminhos usados pelos investigadores foi tentar cruzar as imagens com fotos de redes sociais e fontes abertas, para tentar identificar as mulheres que aparecem no vídeo, mas a perícia concluiu que a gravação não tem qualidade suficiente que permita a análise.

Em manifestação recente sobre o caso, Doria disse ter sido vítima do “maior crime eleitoral já realizado contra um candidato na história do Brasil” e chamou o vídeo de “fraude primária”.

Agência Estado

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