Kiev envia ônibus para retirar civis de Mariupol

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Foto: Divulgação

Equipe Focus
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O governo ucraniano enviou 45 ônibus, nesta quinta-feira (31), para entregar bens humanitários e retirar civis da cidade sitiada de Mariupol, depois de Moscou ter concordado com um cessar-fogo, anunciou a vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk.

“Ontem à noite, fomos informados pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha que a Rússia estava pronta para abrir o acesso dos corredores humanitários de Mariupol”, em direção à cidade de Zaporizhzhia, disse Iryna em vídeo publicado no Telegram. “Há 45 ônibus a caminho de Mariupol”, acrescentou.

Dezassete veículos já partiram para Mariupol a partir de Zaporizhzhia, afirmou a vice-primeira ministra, enquanto 28 ainda aguardam permissão para atravessar um posto de controle russo localizado em Vassylivka, perto de Zaporizhzhia. “Faremos tudo para que os ônibus possam entrar em Mariupol e retirar aqueles que permanecem na cidade”, disse ela. Esta é a primeira vez que são enviados carros para a retirada de civis. Até agora, a população só podia sair de Mariupol com os seus próprios veículos, correndo grandes riscos, uma vez que os acordos para evacuações não têm sido respeitados.

O envio de ajuda por parte de Kiev ocorre depois de o Ministério russo da Defesa ter anunciado, na noite dessa quarta-feira (30),  “regime de silêncio”, ou seja, um cessar-fogo local, a partir de hoje, na cidade portuária sitiada.

O ministério russo acrescentou que participam da operação representantes do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) e do Comité Internacional da Cruz Vermelha.

O ministério exigiu que o Exército ucraniano se comprometa a garantir a segurança dos ônibus que circularão ao longo da rota acertada para esse corredor. “Os nossos militares confirmaram que estão garantindo o cessar-fogo”, afirmou a vice-primeira-ministra ucraniana.

Mariupol, porto estratégico no Mar de Azov, com mais de 400 mil habitantes, tem sido um dos principais focos da invasão russa na Ucrânia, que teve início há cinco semanas, e sofrido bombardeios quase constantes. Cerca de 170 mil moradores ficaram retidos na cidade, sem energia e com bens alimentares cada vez mais escassos.

Várias tentativas de organizar corredores humanitários têm falhado, com a Rússia e a Ucrânia a trocarem acusações. Moscou tem negado reiteradamente ter alvos civis nos seus ataques.

Mais dois corredores humanitários foram acertados para esta quinta-feira, ligando Melitopol a Zaporizhzhia e Energodar, a cidade onde está localizada a maior central nuclear da Europa, a Zaporizhzhia.

 

Agência Estado

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