China reforça restrições com aumento de casos de covid-19

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Vacinação drive-thru contra a covid-19 no Parque da Cidade, em Brasília.
Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

Em um distrito de 1,8 milhão de pessoas na metrópole de Guangzhou, no sul da China, todos foram obrigados a ficar em casa para testes de covid-19 neste sábado e uma grande cidade do sudoeste fechou escolas quando outro aumento nas infecções foi relatado.

Um total de 3.775 infecções foram encontradas em Guangzhou, uma cidade de 13 milhões de habitantes, incluindo 2.996 em pessoas que não apresentaram sintomas, segundo a Comissão Nacional de Saúde. Isso foi um aumento em relação ao total de 3.030 de sexta-feira, incluindo 2.461 sem sintomas.

Em todo o país, um total de 11.773 infecções foram relatadas nas últimas 24 horas, incluindo 10.351 pessoas sem sintomas. Os números da China são baixos, mas o aumento da semana passada está desafiando uma estratégia “zero-covid”, que visa isolar todas as pessoas infectadas.

A quarentena para viajantes que chegam à China deve ser reduzida de sete dias para um mínimo de cinco dias, como parte das mudanças nos controles anunciadas na sexta-feira para reduzir seus custos e interrupções. Mas o Partido Comunista no poder disse que manteria “zero-covid” mesmo que outros países flexibilizem as viagens e outras restrições e tentem mudar para uma estratégia de longo prazo de “conviver com o vírus”.

No sábado, as autoridades de saúde chinesas alertaram que a decisão de modificar os controles antivírus não significava que não haveria mais controle.

“Isso não é relaxamento, mas prevenção e tratamento mais precisos e científicos”, disse o vice-diretor da Comissão Nacional de Saúde (NHC), Lei Haichao, ressaltando que o objetivo é “prevenir a epidemia e minimizar o impacto no desenvolvimento econômico e social”.

Economistas e especialistas em saúde pública dizem que Pequim pode começar a reduzir o “zero-covid” em meados de 2023, mas precisa vacinar dezenas de milhões de idosos antes que os controles de visitantes estrangeiros cheguem ao fim.

Agência Estado

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