Mourão nega que vá passar a faixa a Lula: ‘Não sou o presidente’

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(Brasília – DF, 14/05/2019) Presidente da República, Jair Bolsonaro durante a transmissão de cargo para o Vice-Presidente da República, Hamilton Mourão.rFoto: Marcos Corrêa/PR

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

O senador eleito e vice-presidente da República, Hamilton Mourão (Republicanos), rejeitou assumir a entrega da faixa presidencial ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), diante da possibilidade de o presidente Jair Bolsonaro (PL) se recusar a fazer esse gesto. Segundo o general da reserva, a passagem do adereço “é do presidente que sai para o presidente que entra”. A falta da solenidade não é impeditiva para a posse do petista.

“Não adianta dizer que eu vou passar. Eu não sou o presidente. Eu não posso botar aquela faixa, tirar e entregar. Então, se é para dobrar, bonitinho, e entregar para o Lula, qualquer um pode ir ali e entregar”, afirmou, em entrevista ao Valor Econômico.

Como mostrou o jornal O Estado de S. Paulo, a transmissão do adereço não passa de uma solenidade, ou seja, o gesto não é imprescindível para que o presidente eleito tome posse. O novo chefe do Executivo passa a ocupar formalmente o cargo após fazer juramento à Constituição no Congresso Nacional.

O jornal O Estado de S. Paulo também mostrou que a próxima primeira-dama, Rosângela “Janja” da Silva, quer organizar uma cerimônia simbólica e fora dos protocolos no próximo 1º de janeiro, e não conta com a presença de Bolsonaro no dia.

A ideia da socióloga é que pessoas comuns, sem cargos, entreguem a faixa presidencial para Lula no Parlatório do Planalto.

Recado a bolsonaristas

Na mesma entrevista, Mourão deixou um recado para desencorajar as manifestações com teor antidemocrático que pedem “intervenção militar” no País. Segundo ele, a direita bolsonarista deve trabalhar politicamente para retornar ao Poder em 2026, além de se eleger para prefeituras em 2024.

Ele também opinou que “a política não pode estar dentro do quartel” e que a relação das Forças Armadas com o presidente eleito deve ser tranquila. “O Lula nunca meteu os pés pelas mãos junto às Forças”, disse.

Agência Estado

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