Políticos e lideranças ligados a Bolsonaro no CE minimizam atos em Brasília

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

Aliados cearenses do ex-presidente Bolsonaro minimizaram o terrorismo realizado por manifestantes que não aceitaram a derrota do ex-presidente nas urnas. Alguns não citaram Bolsonaro nominalmente e reduziram os atos e críticas feitas por figuras da esquerda.

O deputado federal Carmelo Neto (PL) apontou que a “ação criminosa de um grupo minoritário não representa aqueles que fazem oposição ao atual governo”. “Depredações e invasões a prédios públicos são atos inaceitáveis e, em qualquer situação, merecem o mesmo tratamento”, explicou.

Sobre o afastamento do governador Ibaneis, decisão tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, Carmelo diz que “fere gravemente a democracia, que o elegeu para governar o DF”. “Moraes age nas sombras e pensa que sua caneta pode tudo”, disse o cearense.

“Repudio qualquer tipo de manifestação violenta, como também qualquer tipo de autoritarismo que venha a ocorrer. Espero que os “defensores da democracia” de hoje também repudiem o afastamento de um governador eleito sem a devida investigação, inquérito ou averiguação dos fatos. Tratoraram o processo legal e a casa legislativa do DF”, enfatizou, ignorando os atos terroristas dos manifestantes.

O deputado André Fernandes também comentou sobre o assunto, através de um vídeo publicado em suas redes. No material, Fernandes fala de figuras aliadas de Lula que criticaram as manifestações contra o ex-presidente Michel Temer nos três poderes e que atualmente são contra os atos de vandalismo. Para o deputado, isso é o “real significado de hipocrisia”.

Ressaltou ser contra a destruição aos prédios públicos. “Vandalismo e quebra quebra? Somos contra!”, escreveu. “Mas você que é da turminha da esquerda não tem moral nenhuma pra falar sobre”, disse Fernandes em post que acompanha o vídeo. 

Já a fisioterapeuta Maria do Perpétuo Socorro Aguiar Germano, candidata derrotada a deputada estadual no Ceará nas eleições de 2022, participou presencialmente dos atos e comemorou o terrorismo de bolsonaristas radicais que invadiram os três poderes. “Invadimos o Congresso, gente. As bombas que eles soltaram não adiantou nada”, disse em vídeo publicado em seu perfil no Instagram. No conteúdo, ela também ofendeu o presidente Lula, chamando-o de “vagabundo” e apontando que ele não entraria mais no poder. 

O prefeito de Eusébio e presidente do PL no Ceará, Acilon Gonçalves, foi procurado, mas não respondeu.

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