
A Ri Happy, rede de lojas de brinquedos, e outras cinco empresas do grupo entraram com um pedido de recuperação extrajudicial na Justiça de São Paulo para renegociar R$ 827,4 milhões em dívidas. Protocolada no domingo (18), a solicitação também envolve a rede PBKids e aguardava análise judicial nesta segunda-feira (19).
Do total incluído no plano de renegociação, credores que representam R$ 308,8 milhões em débitos já haviam concordado com os termos propostos. O valor corresponde a 42,38% das dívidas abrangidas pelo pedido.
Grupo atribui crise a juros altos e queda nas vendas
Na ação, as empresas relacionaram as dificuldades financeiras a fatores como os impactos da pandemia de Covid-19, a elevação dos juros, a redução das vendas e o fracasso de uma tentativa de renegociação de dívidas bancárias em 2023.
O grupo também citou a perda de poder aquisitivo das famílias, o aumento do endividamento dos consumidores e a concorrência com plataformas internacionais de comércio eletrônico. Segundo a empresa, os preços praticados por esses concorrentes pressionam as margens de lucro das varejistas brasileiras.
Reorganização começou após aquisição
O pedido de recuperação extrajudicial faz parte de um processo de reorganização financeira e operacional iniciado após a aquisição do grupo pela BluSun Capital Partners, em 31 de agosto. A iniciativa busca renegociar as condições de pagamento das obrigações e adequar a estrutura financeira às necessidades da operação.
Como parte das mudanças, a Ri Happy informou que promoveu alterações nas equipes corporativas e prepara a transferência da sede. Em comunicado, a companhia voltou a citar o custo elevado do crédito, as mudanças nos hábitos de consumo, o avanço da concorrência e os efeitos acumulados da pandemia entre os fatores que pressionam o setor.






