Big techs vivem ondas demissórias após perda de valor de mercado

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Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

O mês de janeiro foi marcado pela onda de demissões promovida pelas grandes empresas de tecnologia ao redor do mundo. Na última quarta-feira (18), a Microsoft anunciou a saída de 10 mil pessoas da empresa. Na sexta (20), foi a vez da Alphabet – responsável por controlar o Google – anunciar o corte de 12 mil funcionários do seu quadro.

Mais recentemente, nesta segunda-feira (23), o Spotify confirmou que pretende demitir cerca de 6% do seu quadro de funcionários, além de alocar executivos em outros setores.

O que chama a atenção nos três anúncios, além da quantidade de funcionários demitidos, é a justificativa utilizada pelas empresas: a contenção de gastos. Isso pode ser explicado pelo valor de mercado perdido por essas empresas nos últimos 12 meses. As empresas Apple, Microsoft, Alphabet, Meta (Facebook, Instagram e WhatsApp) e Amazon perderam aproximadamente R$ 21 trilhões em valor de mercado. Essas empresas fazem parte das big techs, que é como são conhecidas as grandes empresas do ramo da tecnologia.

Filipe Távora, economista e Head de Investment Banking na Astor Capital, afirma que a pandemia causou impactos nas grandes tecnologias em todas as suas fases, tanto no pré quanto no pós. “Os anos de pandemia trouxeram um aumento de demanda para as grandes empresas tecnológicas, por conta do isolamento social que fez com que as pessoas substituíssem o consumo presencial pelo digital, então, as big techs investiram muito na contratação de funcionários para poder atender a demanda necessária”, afirma o especialista.

Essa explicação pode ser bem exemplificada em números: em maio de 2020, momento em que a pandemia da Covid-19 começava a tomar grandes proporções, provocando o isolamento social na maioria dos países do mundo, a Meta possuía pouco mais de 48 mil funcionários. Já em setembro do mesmo ano, esse número bateu 87 mil.

Ainda segundo Filipe, o atual cenário de pós-pandemia, aliado à Guerra da Ucrânia, provocou uma mudança no cenário econômico. “Houve uma elevação do nível global de preços e um consequente e considerável aumento na taxa de juros cobrados pelos bancos centrais ao redor do mundo, o que fez com que o setor de tecnologia sentisse os impactos. A desaceleração econômica é refletida nos balanços financeiros das empresas que acabam tendo que realizar operações de cortes de gastos, proporcionando essa demissão massiva que estamos acompanhando”, completa.

Astor Capital

Fundada a partir de uma fusão entre boutiques financeiras, a Astor Capital nasceu com o intuito de oferecer serviços customizados e entender, no detalhe, a regionalidade e os aspectos culturais do Nordeste.

Com um time formado por 25 profissionais e fundadores com mais de 15 anos de experiência no mercado, a cearense Astor Capital tem como propósito elevar o conceito de gestão patrimonial independente, oferecendo soluções que vão além da gestão de investimentos, assessorando grandes famílias em estruturas de governança, sucessão e até filantropia.

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