
Por Átila Varela
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O número de negativados no Ceará cresceu 16,39% em 2022 no comparativo com o ano de 2021. É o que revela o Radar do Varejo Cearense, divulgado pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Ceará, em parceria com o SPC Brasil.
O avanço ficou acima do crescimento registrado na média nacional (8,79%). Apesar de serem métricas diferentes, o Indicador de Inadimplência da FCDL Ceará e os dados de atrasos superiores a 90 dias do Banco Central apontam para um avanço do fenômeno da inadimplência no Estado e no País.
Na comparação mensal, isto é, entre o número de negativados em dezembro e o número de negativados de novembro de 2022, o Ceará registrou uma queda de 1,72%, enquanto o país como um todo registrou queda de 0,73%. A série histórica da evolução do número de negativados mostrou que a inadimplência recuou entre 2020 e 2021, mas voltou a crescer ao longo de 2022 a taxas elevadas na comparação anual.
Cearense com mais dívidas em atraso
O cearense também permaneceu mais endividado em 2022. De acordo com o Indicador de Inadimplência, o número de dívidas em atraso cresceu 26,94% na comparação entre 2022 e 2021. No país como um todo, o avanço foi de 19,6%. Na variação mensal, que compara o número de dívidas entre dezembro e novembro de 2022, o Ceará registrou queda de 1,60% (ante uma queda de 0,62% no país como um todo).
Seguindo o número de negativados, o volume de dívidas em atraso também recuou entre 2020 e 2021, mas voltou a crescer a partir de 2022.
O indicador de dívidas em atraso mostra que mais da metade das dívidas tem bancos como credores. Esse dado merece atenção pois essas dívidas, em geral, estão sujeitas a taxas de juros mais elevadas. Em seguida, vem o setor de Água e Luz, credor de 18,9% das dívidas. O comércio aparece como credor de 10,9%.







