Ciro afirma que foi “traído” por Camilo e critica união do petista com Eunício: “hoje os dois estão agarrados”

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Camilo e Eunício ao lado de Élcio Batista e Daniel Oliveira. Foto: Divulgação/Senado

O ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PDT), em entrevista ao Ponto Poder, declarou que, no que puder, não vai ser meter “em mais nada no Ceará”.

“Aqui, a decepção foi muito mais grave e profunda. O Ceará me conhece. A água que a população usa em casa foram de obras que eu realizei. A mudança de prioridades na educação, o saneamento de Fortaleza 2/3 eu que fiz, nada que não tenha sido a minha obrigação, é claro”, disse.

“E ver a demagogia e a traição serem premiadas com tanta generosidade por esse povo que eu dei a minha vida… é muito duro, mas eu vou continuar discutindo as coisas do Brasil com toda intensidade, só não quero colocar em debate eleitoral”, declarou.

A “traição” dita por Ciro aconteceu em 2022, na última eleição, quando os petistas, liderados por Camilo Santana, romperam com o PDT e lançaram Elmano de Freitas na disputa do Estado. Elmano venceu no primeiro turno, enquanto que o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), ficou em terceiro. O seu irmão, o senador Cid Gomes, não fez campanha para RC na época.

“Aos 50 anos eu tinha sido o mais popular governador do Brasil. Ganhei em todas as urnas de Fortaleza e em quatro delas eu tirei 100% dos votos. Isso me compromete, me enche de amor. (Depois) entendi que a minha tarefa era abrir passagem para novos talentos. E eu fiz isso, o que criou um estigma de “Ferreira Gomes”. Pensei: o que está acontecendo?”, explicou. “Isso estava se tornando quase uma ofensa”.

“Você não tem ideia: o ex-senador da República, que não quero mencionar o nome, meteu 60 processos em mim, porque eu fiz a defesa do ex-governador Camilo Santana (PT). E hoje os dois estão agarrados”, enfatizou, se referindo ao Eunício Oliveira (MDB).

“E eu nunca recebi um telefonema do ex-governador Camilo dizendo “olha, eu não vou poder lhe apoiar e tal”. E ele me disse que ia sair do PT se o Lula fosse preso. Repito: Camilo foi na minha casa e disse que ia sair do PT se o Lula fosse preso. Eu respondi: “você é muito jovem e vai ser visto como um rato pulando do navio, fica quieto”. Eu defendi o Lula e de repente toda essa traição na época… enfim, isso tudo pra dizer que eu não tenho nada a ver com essas distorções que estão ocorrendo no Ceará”, desenvolveu o pedetista.

 

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