Macena: Cenário para emprego deste ano é positivo, e pode ser ainda mais em 2024

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Foto: Divulgação

O secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Francisco Macena, disse que a pasta tem uma “consideração muito positiva” sobre o saldo de empregos formais – atualmente com saldo de 1.914.467 postos de trabalho de janeiro a novembro, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Segundo ele, a análise inicial negativa por parte do mercado financeiro, com previsão de grandes dificuldades em 2023, foi, na avaliação da pasta, superada. “O cenário deste ano é positivo, e pode ser ainda mais positivo em 2024”, afirmou.

Apesar das boas expectativas, Macena não quis cravar uma projeção para o saldo de empregos no próximo ano, nem responder se, em 2023, o resultado ficará próximo da expectativa de criação de 2 milhões de vagas formais líquidas, conforme já havia sido citado pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

“O ministro nunca cravou número de empregos que seriam gerados. Ele estava afirmando expectativa positiva de geração. Precisamos saber exatamente sobre o comportamento da geração de empregos em dezembro, em alguns setores, principalmente de serviços, tem demissão principalmente dos temporários admitidos no período. Vamos esperar para ver o resultado de dezembro”, respondeu.

Novo modelo de contribuição sobre folha

Macena disse que o governo tem como meta a geração de empregos ao sugerir um novo modelo de benefício para a contribuição patronal, que reonera parcialmente a folha de salário. Nesta quinta-feira, 28, o Ministério da Fazenda anunciou a substituição da política de desoneração de 17 de setores. Pela proposta da pasta, 42 classes de atividade econômica terão redução na alíquota de contribuição sobre a folha – de 20% a 10% (grupo 1) ou 15% (grupo 2) -, restrita a uma parcela do primeiro salário mínimo.

Em coletiva de imprensa sobre os dados de geração de emprego formal em novembro, Macena rejeitou a tese de que a medida da equipe econômica irá gerar demissões em massa no início do ano. Em sua avaliação, é possível que haja inclusive uma ampliação de empresas aderentes ao novo modelo. “Expectativa dentro do governo é que não haja medida que leve ao desemprego”, disse o secretário-executivo do Trabalho, ponderando, contudo, que não teve acesso aos detalhes da proposta da Fazenda, como os anexos que definirão quais atividades econômicas serão beneficiadas com a nova regra.

Agência Estado

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Ciro Gomes no fio da navalha: até onde vai sem cair no bolsonarismo

Um dos protagonistas do jogo, Aldigueri reposiciona Cid como candidato no centro da disputa

PCC vira multinacional do crime e expande poder global, diz Wall Street Journal

Vídeo: Cid Gomes admite candidatura ao Senado ao defender nome de Ciro para a Presidência

Aécio diz que convite a Ciro é “para valer”: “Os olhos dele brilham”

Ciro Gomes entre dois caminhos: o Ceará no radar, o Brasil na cabeça

Lia Gomes lê o presente, mas a política exige construção

Vídeo: Como o Focus Poder antecipou, Aécio chama Ciro para a disputa presidencial

Parceira do Focus Poder, AtlasIntel crava resultado da eleição na Hungria

O novo cálculo do Senado: entre a força de Cid e a oportunidade de Luizianne

Criatura política no Ceará: federação estilo Frankenstein tenta ganhar vida

Vídeo: Aécio recoloca Ciro no radar da terceira via

MAIS LIDAS DO DIA

59% dos brasileiros dizem que renda não cobre despesas, aponta Datafolha

Juro do rotativo do cartão cai para 428%, mas crédito segue em alta

Consignado privado dispara 276% e supera R$ 100 bilhões em crédito

Câmara tem até esta terça (28) para definir comissão que debate fim da escala 6×1

Diesel cai pela 2ª semana seguida e recua R$ 0,20 por litro nos postos

Gilmar Mendes

MPF arquiva representação contra Gilmar Mendes por suposta homofobia

Flávio Bolsonaro empata com Lula em cenário de 2º turno, aponta AtlasIntel