Facções rompem trégua, voltam à guerra e impacto deve chegar ao Ceará

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Marco Willian Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, líderes das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

O que houve
O Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) romperam oficialmente a trégua firmada no início do ano. Comunicados internos — os chamados “salves” — circularam nesta segunda (28), anunciando o fim da aliança. O Ministério Público de São Paulo confirmou a informação (O Globo).

Por que importa
• A trégua entre as máfias não era movida por pacificação, mas por lucro.
• No mundo do crime, homicídios em excesso atrapalham os negócios, atraem a repressão do Estado e espantam a clientela.
• São organizações que operam como empresas — e empresas precisam de estabilidade mínima para lucrar.

E o Ceará?
Foi um dos nove estados que detectaram sinais concretos da trégua.
→ O efeito foi visível: queda de 11% nos homicídios no 1º trimestre de 2025.
Fevereiro teve o melhor resultado desde 2019, com 206 mortes, 51 a menos que no mesmo mês de 2024.
→ Avalia-se que ações do programa Ceará contra o Crime e maior presença policial ajudaram a consolidar a quda no índice.

Vá mais fundo
A trégua nasceu frágil. Segundo O Globo, Marcinho VP, liderança central do CV, jamais reconheceu o acordo. Já o PCC, com sua estrutura hierárquica mais rígida, não conseguiu garantir o cumprimento nos estados.
• A lógica das franquias do CV, com autonomia local, dificultou qualquer comando nacional.
• Disputas territoriais em expansão nos estados do Norte e Nordeste levaram ao colapso.

O que vem agora
Com o armistício rompido, reabre-se o ciclo de guerra. Mas a tendência é que novas tréguas sejam tentadas. Afinal, a violência descontrolada não interessa às facções. Elas sabem que ondas de crimes faz o lucro evaporar.
→ No Ceará, o compleo desafio agora é manter os bons resultados sem depender da lógica do crime.

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