Medo do futuro: estudo inédito revela angústia da juventude

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📍 O que está acontecendo
Um estudo inédito do Teach the Future Brasil (TTF), apresentado no Rio2C 2025, revelou o que a juventude, incluindo muitos jovens brasileiros, sentem, mas poucos admitem: o futuro virou um peso.
— 62% dos entrevistados (18 a 28 anos) dizem ter medo do que pode acontecer.
— 79% relatam ansiedade como sentimento predominante.
— Apenas 31% se sentem preparados para o amanhã.
— A ideia de “futuro como promessa” virou “futuro como fardo”.

📍 Por que importa
O Brasil vive uma epidemia silenciosa de desânimo juvenil:
— Os atendimentos por ansiedade no SUS, entre 15 e 19 anos, explodiram 3.300% em dez anos.
— A geração Z se vê cercada por crises climáticas, incertezas econômicas e um ideal de sucesso inalcançável.
— A “futurofobia” — conceito do espanhol Héctor García Barnés — é temer o futuro e desconfiar das utopias.
— O risco: jovens imobilizados, paralisados entre o cansaço e a apatia.

📍 O detalhe brasileiro
O estudo do TTF alerta:
— A juventude está esgotada com o que ainda nem viveu.
— As escolas não preparam para imaginar o futuro; o ensino brasileiro ainda é um produto do século 19.
— A tecnologia (especialmente a IA) acelera o “agora absoluto do algoritmo”, substituindo pensamento por engajamento, autoria por repetição.

📍 Saiba o que trava a imaginação
O estudo identificou os bloqueios:
— Falta de linguagem simbólica para pensar o novo.
— Ausência de tédio criativo e silêncio.
— A vida mediada por dados, notificações e curtidas — o futuro virou produto de algoritmo, não de desejo humano.

📍 O que pode mudar
A boa notícia:
87% dos jovens acreditam que aprender a imaginar o futuro é possível.
— Essa imaginação não é luxo criativo, mas necessidade estratégica e cognitiva.
— O caminho passa por:
▫️ Olhar o passado com consciência histórica.
▫️ Imaginar o futuro com criatividade crítica.
▫️ Ressignificar o presente como espaço de ação, não de paralisia.

📍 O que fazer?
Ensinar o futuro deve ser tão importante quanto ensinar a história.
— Conectar jovens com as gerações passadas para entender de onde viemos, onde estamos e para onde podemos ir.
— Usar games, vídeos, podcasts e projetos criativos para formar alfabetização de futuro.

📍 O recado final
Como diz Rosa Alegria, futurista do TTF:

“Imaginar é resistir. A imaginação é a matéria-prima da inovação.”

📍 Em resumo:
O futuro não pode ser só um ponto de ansiedade — precisa voltar a ser um lugar desejável, aberto, criativo. A juventude brasileira tem medo, mas também tem desejo de aprender a imaginar e construir. E isso é urgente.

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