
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) elevou o tom contra o STF ao comentar o caso Banco Master. Em entrevista ao Roda Viva, da TV Cultura, afirmou que o episódio é exemplo de “crime organizado de verdade”.
O que ele diz: “Crime organizado de verdade depende fundamentalmente de infiltração no Estado e de ferramentas de lavagem de dinheiro.”
Contexto: A CPI aprovou quebra de sigilos de empresa ligada ao ministro Dias Toffoli e convocação de familiares. O STF suspendeu as medidas.
Crítica direta: Vieira acusou o ministro Gilmar Mendes de cometer “atentado violento contra a democracia” ao barrar a quebra de sigilo. Ele considerou legítimas apenas decisões relacionadas ao direito de defesa.
Comparação política: A CPMI do INSS aprovou quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para Vieira, a diferença está nas “barreiras de blindagem”. “Já teve presidente preso, governador preso, prefeito preso, mas nunca um ministro sequer investigado.”
Por que importa: O caso expõe tensão entre Legislativo e Judiciário. E reacende debate sobre limites de investigação envolvendo ministros do STF.
Outro ponto: Vieira afirma que o Congresso perdeu a chance de endurecer o combate à lavagem de dinheiro no projeto antifacção. Ele critica alterações feitas sob relatoria de Guilherme Derrite. “Suprimiram o combate às máfias das bets ilegais e dos combustíveis.”
A síntese: Para o relator, o país enfrenta o crime nas ruas. Mas evita enfrentar o crime “no andar de cima”.






