
O fato: Grupos ligados ao setor empresarial estão pressionando para que a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1) e a redução gradual da jornada de trabalho seja adiada para depois das eleições de 2026. A preocupação é de que a proximidade do pleito eleitoral “contamine” o debate e pressione parlamentares a votarem sem um aprofundamento técnico da proposta.
Motivações empresariais: Entidades de indústria, comércio, transporte, agropecuária e serviços, por meio de manifestos e posicionamentos, argumentam que a discussão deveria ocorrer com mais tempo e fora do contexto eleitoral para permitir um debate mais amplo sobre os impactos econômicos e produtivos da mudança na jornada de trabalho.
Alterações propostas: Além de propor o adiamento da votação, algumas confederações defendem que a discussão inclua ajustes específicos por setor e região, preservando empregos formais e produtividade ao estabelecer novas regras de escalas e limites de trabalho.
Contexto legislativo: A proposta que trata do fim da escala 6×1 está em tramitação no Congresso e já passou por etapas como aprovação na Comissão de Constituição e Justiça. O debate inclui também a transição para jornadas menores, como 40 ou 36 horas semanais, e a preservação de salários





