Paulo Câmara retorna à presidência do Banco do Nordeste após período de quarentena previsto em lei

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O fato:: O economista e ex-governador de Pernambuco Paulo Câmara voltou à presidência do Banco do Nordeste (BNB). A recondução foi referendada pelo Conselho de Administração da instituição, após indicação do Ministério da Fazenda. Câmara reassume o cargo que já havia ocupado entre março de 2023 e outubro de 2025. 

Motivo da saída anterior: O executivo havia deixado a presidência do banco no ano passado para cumprir o período de afastamento exigido pela Lei das Estatais (Lei nº 13.303/2016). A legislação estabelece regras de governança para empresas públicas e determina quarentena para dirigentes em determinadas situações, como após o exercício de funções partidárias ou cargos de direção política, com o objetivo de evitar conflitos de interesse e garantir transparência na gestão das estatais. 

Período interino: Durante o afastamento de Câmara, o comando do banco foi exercido de forma interina por Wanger de Alencar Rocha, que acumulou a presidência com a Diretoria Financeira e de Crédito da instituição. 

Primeira gestão: Na primeira passagem pela presidência do BNB, Paulo Câmara conduziu um ciclo de expansão das operações de crédito e melhoria nos indicadores financeiros da instituição. Um dos destaques foi o aumento da participação de micro e pequenos empreendedores na carteira de financiamentos do banco, que passou de 51% para 62% do total das operações. 

Importância do banco: Com sede em Fortaleza, o Banco do Nordeste é uma das principais instituições de fomento da região e atua como operador do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), responsável por financiar projetos produtivos e de infraestrutura nos estados nordestinos e em parte de Minas Gerais e Espírito Santo. 

Perfil: Economista de formação, Paulo Câmara governou o estado de Pernambuco por dois mandatos, entre 2015 e 2022, e é servidor de carreira do Tribunal de Contas do Estado.  

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