
Economia: O Ceará encerrou 2025 com crescimento de 2,9%, acima da média brasileira de 2,3%, mantendo uma sequência de dez trimestres consecutivos com desempenho superior ao do país. Os dados fazem parte da primeira edição de 2026 do Boletim Trimestral do Observatório da Indústria Ceará, ligado à Federação das Indústrias do Estado do Ceará.
PIB estadual: No quarto trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) cearense avançou 2,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior, superando novamente o resultado nacional, que ficou em 1,8%. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo setor de serviços, que acumulou crescimento de 3,1% no ano, seguido pela indústria, com alta de 2,0%.
Atividade econômica: O levantamento aponta que o consumo das famílias e a melhora do mercado de trabalho foram fatores decisivos para sustentar o ritmo da economia, mesmo diante de um cenário de juros elevados e instabilidade no ambiente internacional.
Indústria: Apesar do crescimento do PIB, a atividade industrial enfrentou limitações ao longo de 2025, impactada principalmente pelo custo elevado do crédito. A produção física recuou 0,6%, em linha com o desempenho observado no Nordeste. Ainda assim, alguns segmentos registraram forte expansão, como produtos químicos e metalurgia.
Setores em destaque: Entre as áreas industriais com melhor desempenho aparecem os segmentos de produtos químicos, metalurgia, alimentos, couro, calçados e produtos de metal, indicando maior dinamismo em atividades ligadas à transformação e agregação de valor.
Mercado de trabalho: O emprego foi um dos principais motores da atividade econômica no estado. No quarto trimestre, a taxa de desocupação caiu para 5,0%, menor nível da série histórica, enquanto o rendimento médio real alcançou recorde. A formalização também avançou, com destaque para o setor da construção civil.
Comércio exterior: As exportações do Ceará cresceram 55,6% em 2025, mesmo em um contexto internacional adverso. Ao mesmo tempo, as importações recuaram 13,2%, contribuindo para reduzir o déficit da balança comercial e ampliar a diversificação dos mercados atendidos pelo estado.






