
As empresas cearenses movimentaram US$ 1,05 bilhão em exportações no primeiro semestre de 2026, segundo dados do ComexStat, plataforma do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado representa uma queda de 2,4% em relação ao mesmo período de 2025.
Apesar da retração no valor total exportado, alguns segmentos apresentaram crescimento expressivo. As vendas de máquinas e equipamentos elétricos avançaram 58,93%, seguidas pelos produtos minerais (39,43%), frutas (32,49%), combustíveis e óleos (23,11%) e água de coco (17,59%).
Por outro lado, produtos tradicionalmente relevantes na pauta exportadora do estado registraram queda. As exportações de sucos de frutas recuaram 47,43%, as de castanha de caju caíram 41,70%, enquanto calçados e produtos de ferro e aço tiveram retração de 26,26% e 6,57%, respectivamente.
Considerando apenas os produtos do agronegócio — como cera de carnaúba, pescados, castanha de caju, couros e peles, água de coco, sucos, produtos apícolas, extratos vegetais, carnes, hortícolas e floricultura —, a queda foi de 9,41% no primeiro semestre.
Municípios lideram exportações
São Gonçalo do Amarante permaneceu como o principal município exportador do Ceará, respondendo por 47,47% das vendas externas do estado.
Confira o ranking:
- São Gonçalo do Amarante: US$ 520 milhões;
- Fortaleza: US$ 164 milhões;
- Maracanaú: US$ 68 milhões;
- Icapuí: US$ 58 milhões;
- Sobral: US$ 52 milhões;
- Caucaia: US$ 30 milhões;
- Eusébio: US$ 27 milhões;
- Aquiraz: US$ 21 milhões;
- Paraipaba: US$ 12 milhões;
- Uruoca: US$ 11 milhões.
Estados Unidos seguem como principal destino
Os Estados Unidos continuam sendo o principal mercado para os produtos cearenses, concentrando 31,62% das exportações do estado.
No entanto, as vendas para o país caíram 37,12% no primeiro semestre, somando US$ 347 milhões, reflexo das tarifas impostas sobre diversos produtos brasileiros.






