
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta quinta-feira (9) que a equipe econômica vai reavaliar, na próxima semana, a retirada parcial ou total do subsídio federal sobre a gasolina.
O benefício, de R$ 0,44 por litro, foi criado pelo governo para reduzir os impactos da alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis no Brasil. A retirada do subsídio deveria ter começado em 1º de julho, de forma gradual.
Subsídio foi criado em maio
Instituído em maio com validade inicial de dois meses, o subsídio contempla a gasolina nacional e importada.
O pacote de medidas anunciado pelo governo também incluiu:
- isenção para o biodiesel;
- linhas de crédito para o setor aéreo;
- subvenções ao gás de cozinha;
- subsídios ao querosene de aviação;
- subsídios ao diesel, encerrados em 1º de julho.
Governo não descarta manter benefício
Segundo Durigan, o governo ainda avalia os desdobramentos do cenário internacional e não descarta manter o subsídio por prazo indeterminado.
A principal preocupação é a instabilidade no Oriente Médio, especialmente no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. Um agravamento da crise pode pressionar novamente os preços internacionais da commodity.
Tensão no Oriente Médio
A reavaliação ocorre em meio ao aumento das tensões na região.
Na terça-feira (7) e na quarta-feira (8), forças dos Estados Unidos realizaram bombardeios contra cerca de 170 alvos militares, estruturas logísticas e embarcações no Irã. Segundo o governo norte-americano, a ofensiva teve como objetivo conter ataques contra navios comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz.
Em resposta, o governo iraniano anunciou um novo fechamento da passagem marítima, medida que elevou as preocupações sobre possíveis impactos no abastecimento global de petróleo e na volatilidade dos preços internacionais.






