
O Ceará registrou a menor taxa de abstenção do Brasil no primeiro turno das eleições de 2026. Ao todo, 1.086.074 eleitores não compareceram às urnas, o equivalente a 15,52% do eleitorado apto a votar no estado. Os dados são do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE).
Dos 6.996.545 eleitores registrados para a votação presidencial, 5.910.471 compareceram às seções eleitorais, o que representa 84,48% do total. Foram contabilizadas 23.765 seções principais. Entre os votos registrados, 5.617.814 foram válidos, 103.295 foram brancos e 189.362, nulos.
Quem faltou no primeiro turno pode votar no segundo
A Justiça Eleitoral esclarece que a ausência no primeiro turno não impede o eleitor de participar do segundo, marcado para domingo (25), desde que a situação eleitoral esteja regular. Também não é obrigatório ter cadastro biométrico para votar, desde que os demais requisitos de identificação sejam atendidos.
A abstenção ganhou relevância na disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No primeiro turno, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. A diferença foi de 1,87 ponto percentual, pouco mais de 2 milhões de votos.
Lula teve 63,29% dos votos válidos no Ceará
No Ceará, Lula liderou a votação presidencial, com 3.555.263 votos, correspondentes a 63,29% dos válidos. Flávio Bolsonaro recebeu 1.756.850 votos, ou 31,27%.
Os demais candidatos tiveram os seguintes resultados no estado:
- Augusto Cury (Avante): 140.524 votos (2,50%);
- Renan Santos (Missão): 107.587 votos (1,92%);
- Ronaldo Caiado (PSD): 45.604 votos (0,81%);
- Romeu Zema (Novo): 4.310 votos (0,08%).
Viagem e problemas de saúde estão entre motivos para ausência
Pesquisa Datafolha divulgada em 9 de outubro identificou as principais justificativas dos eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno. Viagem ou ausência da cidade foi o motivo mais citado, por 19% dos entrevistados. Problemas de saúde apareceram em seguida, com 18%.
O desinteresse pela eleição, pelos candidatos ou a falta de identificação com algum concorrente foi mencionado por 13%. Outros 9% disseram que estavam trabalhando, enquanto 7% citaram problemas com documentação.
Entre as demais razões apontadas estão distância do local de votação (6%), outros compromissos ou ocupações (5%) e filas ou locais de votação cheios (4%). Outros 3% não souberam informar o motivo, enquanto 17% apresentaram justificativas diversas.
Segundo turno mobiliza campanhas em busca de votos
Na etapa final da eleição presidencial, as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro buscam ampliar o apoio recebido no primeiro turno e conquistar eleitores que votaram em outros candidatos. No Ceará, Lula terminou a primeira votação com vantagem de 32,02 pontos percentuais sobre Flávio entre os votos válidos.
A mobilização de quem não compareceu às urnas, assim como as decisões dos eleitores que votaram em branco ou anularam o voto, também integra o cenário da disputa. Esses grupos, porém, não necessariamente escolherão um dos dois candidatos no segundo turno.







