
Equipe Focus
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O governador Camilo Santana se mostrou preocupado com o aumento de casos de COVID-19 no mundo. O gestor, no momento, se mostra contrário à realização das festas de Réveillon e Carnaval.
“Sobre a realização de grandes festas de Réveillon e Carnaval, minha posição é contrária neste momento. Eventos festivos, com grandes aglomerações e bebida, necessitariam de absoluto controle, com todas as pessoas comprovadamente vacinadas, como vêm ocorrendo nos estádios, além dos protocolos sanitários seguidos, para minimizar os riscos de contágio. Onde não houver controle, não pode haver festa”, disse Camilo em suas redes sociais.
“Está ocorrendo novo aumento dos casos de COVID em várias partes do mundo, principalmente em áreas menos vacinadas, e lutarei com todas as forças para que não ocorra o mesmo no Ceará. Nossa prioridade absoluta continuará sendo salvar vidas, além de buscarmos fortalecer a economia. Mas, para isso, precisamos controlar completamente a pandemia. E isso só ocorrerá com vacinação em massa”, destacou.
Camilo teme uma nova onda de COVID. Pediu prudência e responsabilidade. “O assunto será submetido ao Comitê da Pandemia, que analisará todos os dados epidemiológicos e os números da vacinação, além das propostas apresentadas para a realização de festas. O cearense pode ter certeza que qualquer medida só será tomada com muito critério e sempre seguindo a ciência. Disso não abrirei mão jamais.”
Situação no mundo
Em alguns países europeus, a sensação é de preocupação. A Áustria impôs um lockdown total e quer a vacinação obrigatória a todos os seus habitantes.
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, declarou que por lá os números são “dramáticos”. Fala-se até em uma quarta onda da COVID.
A Fiocruz também soltou um alerta sobre a “pandemia dos não-vacinados” que acossa a Europa. E chamam atenção para o abandono das das ações preventivas no Brasil, especialmente a liberação do uso das máscaras e o relaxamento das medidas de distanciamento físico.
Segundo os pesquisadores brasileiros, além de ser consequência da baixa adesão populacional, este cenário é principalmente um reflexo do desincentivo dos governos nos diferentes níveis para sua adoção.







