Ceará lidera exportações brasileiras de cera de carnaúba, com 71% do total e China como principal destino

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Foto: Toa55 / Shutterstock.com

O fato: As exportações de cera de carnaúba do Ceará cresceram 67,07% em 2024, alcançando 11,9 mil toneladas, um salto expressivo em relação a 2022, quando o volume exportado foi de 7,1 mil toneladas. O valor das vendas externas também subiu, passando de US$ 49,44 milhões para US$ 76,9 milhões.

Contexto: O desempenho reforça a liderança do Ceará na exportação da cera vegetal, produto de alto valor agregado e reconhecido por sua sustentabilidade. No ranking nacional, o estado ampliou sua participação de 55,74% em 2022 para 71,19% em 2024, consolidando-se como o maior exportador do país. A cera de carnaúba passou a representar 5,14% de toda a pauta exportadora cearense, quase o dobro de dois anos atrás.

Os dados: Segundo o estudo Enfoque Econômico nº 304, do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), o produto cearense foi exportado para 46 países em 2024, frente a 37 em 2022. A China liderou as compras, com 23,1% das exportações, seguida pelos Estados Unidos (21,6%), Alemanha (19,1%) e Japão (9,6%).

Detalhes: Mesmo com uma queda na produção, que chegou a 6,79 mil toneladas, o menor volume da série histórica, o estado manteve-se como segundo maior produtor nacional, atrás apenas do Piauí. A analista Ana Cristina Lima Maia, do Ipece, destaca que “apesar da retração no volume, a cera vegetal vem ganhando força na pauta exportadora, aumentando expressivamente sua participação de 2,11% em 2022 para 5,24% em 2024”.

Cenário: A carnaúba, conhecida como “árvore da vida”, é um dos produtos mais emblemáticos da bioeconomia nordestina. Sua cera é utilizada em alimentos, cosméticos, produtos farmacêuticos, higiene pessoal e polimentos automotivos, substituindo insumos de origem fóssil e animal. A demanda global, impulsionada por critérios ambientais, tem reforçado o papel do Ceará como referência mundial no segmento.

Entre os 82 municípios produtores, Granja segue na liderança estadual com 18,8% da produção, seguida por Camocim (13%) e Santana do Acaraú (7,1%). A região Norte concentra o núcleo produtivo e exportador da cera cearense, movimentando emprego, renda e tecnologia em torno de um produto que simboliza tradição e sustentabilidade.

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