Ciro chama terceira via de “viúvas do Bolsonaro”

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Foto: Dario Oliveira/NurPhoto/Getty Images

Equipe Focus
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O pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, classificou a terceira via como “as viúvas do Bolsonaro”. “Não tenho nada a ver com isso”, afirmou. Ciro, junto com o PDT, está isolado de conversas com siglas do centro sobre uma possível definição de um candidato único contra a polarização Lula-Bolsonaro na corrida ao Palácio do Planalto. PSDB, União, MDB e Cidadania já iniciaram os debates sobre o tema.

“A terceira via é uma expressão preguiçosa criada por uma certa imprensa. O que se chamou de terceira via no Brasil são as viúvas do Bolsonaro e eu não tenho nada a ver com isso”, disse o pré-candidato.

A declaração foi dada à imprensa após almoço com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e o senador Cid Gomes (PDT-CE) Segundo Ciro, não houve discussão sobre alianças durante o almoço.

Pacheco desistiu de se lançar como candidato à Presidência da República pelo PSD em março. O partido do Gilberto Kassab havia convidado o parlamentar, no ano passado, a disputar o cargo.

Cid Gomes admite conversa com terceira via

Líder do PDT no Senado, Cid Gomes afirmou ao Broadcast Político que o irmão e pré-candidato do partido à Presidência, Ciro Gomes, aceita conversar com os partidos da chamada terceira via para uma composição em outubro. Por outro lado, o senador aponta Ciro como o único presidenciável que tem um projeto para o País além da negação ao presidente Jair Bolsonaro e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Hoje, o maior ponto de convergência é exatamente aquilo que eu condeno, é a negação ao Lula e ao Bolsonaro”, afirmou o senador em entrevista ao Broadcast Político. “Com todo respeito, qual é o projeto da Simone do MDB? Onde conflita com o do Ciro e por que não conversamos? Qual é o projeto do União Brasil, que não nem tem candidato? Tem alguma afinidade com o que Ciro defende ou é só uma negação ao Lula e ao Bolsonaro?”

O grupo formado por MDB, União Brasil e PSDB deve anunciar a decisão de lançar um candidato único à Presidência. Por enquanto, caciques desses partidos veem Ciro fora da composição, mas o presidenciável do PDT quer avançar em uma negociação, sem abrir mão da cabeça de chapa. “O que nós temos defendido é que para além da negação ao Lula e ao Bolsonaro cada um apresente o seu projeto para o Brasil e a gente veja onde é possível negociar para não ser só o projeto da negação nem só o projeto pessoal.”

O líder do PDT afirmou que o maior desafio de Ciro será se consolidar como “campeão da segunda divisão” e atrair uma parcela de até 12% do eleitorado de Lula que quer votar no petista apenas por rejeição ao Bolsonaro. “É mais fácil para o Ciro tirar o lugar do Bolsonaro e enfrentar o Lula. O Bolsonaro é o candidato marcado para morrer.”

Com Agência Estado 

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