
O ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PDT), em entrevista ao Ponto Poder, falou sobre a sua atual relação com o seu irmão, o senador Cid Gomes (PDT). “Esta faca ainda está ardendo muito nas minhas costas”, apontou.
“Portanto, se você me permitir eu não desejo fazer nenhum comentário sobre este assunto, porque a faca ainda arde. Eu acho que eu vou morrer com essa dor nas minhas costas”, disse ao jornal.
A “traição” dita por Ciro aconteceu em 2022, na última eleição, quando os petistas, liderados por Camilo Santana, romperam com o PDT e lançaram Elmano de Freitas na disputa do Estado. Elmano venceu no primeiro turno, enquanto que o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), ficou em terceiro. O seu irmão, o senador Cid Gomes, não fez campanha para RC na época.
“Aos 50 anos eu tinha sido o mais popular governador do Brasil. Ganhei em todas as urnas de Fortaleza e em quatro delas eu tirei 100% dos votos. Isso me compromete, me enche de amor. (Depois) entendi que a minha tarefa era abrir passagem para novos talentos. E eu fiz isso, o que criou um estigma de “Ferreira Gomes”. Pensei: o que está acontecendo?”, explicou. “Isso estava se tornando quase uma ofensa”.
Para Ciro, o estigma teria sido arquitetado pelo ministro da Educação, Camilo Santana (PT). “Quem criou essa versão de Ferreira Gomes como uma coisa negativa foi justamente o Camilo Santana, a quem o Cid apoia. Eu não entendo isso”, detalhou.







