
Por que importa:
A maior fabricante de pás eólicas da América Latina viu sua receita despencar em 2024 e aposta no mercado externo para sobreviver à estagnação da energia eólica no Brasil.
O que aconteceu:
• Receita caiu para R$ 1,52 bilhão em 2024 (–46,5% vs. 2023).
• EBITDA foi de R$ 138,8 milhões, com margem de 9,2%.
• Exportações cresceram e fecharam o 4T24 com 31,8% da receita.
• Descomissionamento de 4 linhas e desativação de outras 3.
• Ajustes no balanço com impairment após perda de contratos.
Vá mais fundo:
A queda na venda de PPAs desde 2022 reduziu a instalação de novos parques eólicos. O apagão de 2023 reacendeu o debate sobre curtailment, e os juros altos, somados ao PLD baixo, paralisaram projetos. Três clientes não renovaram contratos e um cortou pedidos.
O que eles disseram:
“Mesmo enfrentando obstáculos temporários, seguimos trabalhando com determinação para expandir nossas fronteiras”, afirmou o CEO, Alexandre Negrão.
A resposta da Aeris:
• Renegociação de dívidas e covenants para preservar liquidez.
• Pressão junto à ABEEólica e ABIMAQ por leilões e incentivos.
• Reformulação do Fundo Clima para atrair novos investimentos.
• Investimentos em produtividade, corte de custos e gestão de estoques.
• Foco na diversificação de produtos e presença internacional.
Panorama:
A crise no setor deve persistir em 2025. A Aeris projeta retomada em 2026 e consolidação a partir de 2027.
Sobre a Aeris Energy
Líder na produção de pás para aerogeradores na América Latina, a Aeris Energy tem sede no Ceará, onde opera duas fábricas no Complexo do Pecém, em Caucaia. Fundada em 2010 por engenheiros da indústria aeronáutica, a empresa apostou no potencial da energia eólica no Brasil e hoje também exporta para mercados globais.
A Aeris adota o modelo built-to-spec, produzindo pás sob medida para grandes players do setor. Também presta serviços de manutenção no Brasil e nos EUA por meio da divisão Aeris Service.