Críticas de Guedes elevam insatisfação na equipe do Banco Central

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Foto: Divulgação

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

As críticas do ministro da Economia, Paulo Guedes, aos técnicos do Banco Central (BC) colocam mais pressão sobre a insatisfação dos servidores do órgão, já descontentes com a condução dos pedidos de reajustes e reestruturação de carreira. Guedes disse que o BC errou as projeções para o Brasil por não perceber a mudança no eixo da economia, com reformas e marcos legais aprovados pelo Congresso. Apenas o presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, foi poupado das críticas.

Segundo um técnico ouvido pelo Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, sob a condição de anonimato, a indignação com Guedes e Campos Neto entre os servidores do BC é crescente. O processo de desgaste começou com a atuação do presidente da autarquia no encaminhamento das reivindicações por melhores salários e reestruturação de carreira e ganhou força após o silêncio de Campos Neto diante das críticas do ministro da Economia. Outro técnico, que também pediu sigilo, destacou que os servidores classificaram como absurdas as declarações de Guedes.

Há uma avaliação de que o discurso de Guedes já foi uma forma de proteger o governo Bolsonaro de uma eventual alta de juros nesta semana, às vésperas da eleição.

A insatisfação dos servidores com a gestão atual do BC ganhou força depois que o órgão recuou de uma proposta de minuta de medida provisória enviada ao Ministério da Economia que previa reajuste de 22% para técnicos e analistas e de 78% para o presidente.

Em reunião com servidores em agosto, Campos Neto não explicou de onde surgiu a proposta, mas argumentou que preferiu retirar a minuta para mandar alguma medida que tivesse chance de ser aceita, conforme visto posteriormente com o envio da pauta não salarial à Economia.

O único ponto encaminhado que passou pelo crivo foi a mudança do nome do cargo de analista para auditor, segundo parecer da equipe econômica. Procurado, o BC informou que não se manifestaria.

Agência Estado

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