
Por Raimundo Torres*
Estamos nos aproximando do colapso, pois no caos já estamos faz tempo. Não há mais saída para o Estado brasileiro, seja lá quem ocupe o trono presidencial.
Nosso modelo tributário viciou-se em pura extorsão da sociedade, o elo mais fraco da cadeia econômica. Baixa produtividade, renda insuficiente, baixo valor agregado, carga tributária escravagista, logística inoperante, baixa inovação tecnológica, processos e sistemas superados, legislação frouxa e subjetiva e muita, muita corrupção…
Bem, alguma hora isso teria que estourar em algum lugar, não é mesmo? Em rasas palavras: o governo financia a produção das empresas, essas vendem e a sociedade financia o seu próprio consumo, sobrando uns trocados para a “taxa de administração”, uma metáfora para Corrupção. Em palavras mais rasas, é o capitalismo de bodega, onde o fiado tornou-se a moeda mais forte e mais…podre!
Temos de um lado o governo patrão e pai-da-pátria, o “dono do país”. De outro, a empresa subsidiada e viciada em isenções e incentivos. No meio, a sociedade acorrentada ao pé da mesa e mimada com as migalhas que sobram do banquete. Essa farsa está com os dias contados.
O que virá depois nem imagino. Podemos tentar superar essa triste situação com grandes sacrifícios, mas não vejo disposição nem meios para isso, e muito menos lideranças que conduzam esse processo. Podemos até manter nossa doce esperança e praticar o verdadeiro esporte nacional: continuar insistindo no que deu errado na vã ilusão de alcançar resultado diferente. Oportunidade é o que não falta…
E se nada mais der certo, sempre poderemos recorrer ao sistema de Capitanias Hereditárias.
*Comentário Focus: nos artigos dominicais assinados pelo jornalista Fábio Campos no O Povo, de vez em quando, a área de comentários tem a excelente participação do leitor “Raimundo Torres”. Trata-se de um fake. Mantém a conta no facebook apenas para ter acesso à área de comentários do jornal. Seus textos costumam ser instigantes. O texto acima foi postado abaixo do artigo de Fábio Campos no OP deste domingo.
Focus respeita a opção pelo anonimato e convida Raimundo Torres para assinar artigos no portal, sempre, é claro, mantendo a linha da civilidade e o respeito às leis vigentes.







