Em vez da democracia, PDT do Ceará opta pela autocracia

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Símbolo do PDT, a flor é esmagada. Autocracia em vez de democracia no processo de escolha da sigla no Ceará. Isso ocorre quando os tradicionais modelos de escolha partidárias, como as primárias e convenções, são substituídos por mecanismos casuísticos.

Evidenciou-se de maneira dramática o impasse que cerca a escolha do candidato ao Governo do Ceará pelo PDT. O ápice do drama foi a declarada opção por uma pesquisa, inscrita na Justiça Eleitoral, como instrumento definidor da candidatura.

Ao registrar a pesquisa, sigla viabiliza sua divulgação pública. Trata-se de um procedimento nada usual para um processo que é interno e que, no máximo, deveria servir como um instrumento entre muitos outros.

Pelo questionário da consulta registrada no TSE, trata-se de uma pesquisa típica de recall usada na política para medir o índice de conhecimento de um nome.No mundo da política, pesquisas do tipo não dizem muita coisa.

Detalhe: antes mesmo de a pesquisa ser anunciada como padrão de escolha do candidato, a mesma já estava registrada no TSE.

Instrumento partidário que se preze é a realização de primárias. Ou a convenção formada por delegados escolhidos pelos diretórios com direito a voto. Fora disso, é manobra pura e simples para dar ares democráticos a uma escolha meramente autocrática. Os tais debates internos pelas redes sociais é outra impostura.

No outro lado do campo de batalha, há o Capitão Wagner que certamente esfrega as mãos em busca de atrair para a sua aliança potenciais insatisfeitos com a solução pedetista.

Em tempo: a referida pesquisa tinha o prazo desta segunda-feira para ser divulgada.

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