
Por que importa: Equatorial e Iberdrola intensificaram conversas com a matriz da Enel, em Roma, para uma eventual compra de ativos no Brasil. O Ceará entra no centro da discussão porque a concessão da distribuidora vence em 2028 e uma venda do negócio voltou ao radar. As informações foram publicadas no site da Valor.
O que aconteceu:
- A Equatorial Energia e a Iberdrola avaliam que uma venda dos ativos da Enel ainda pode ser a solução preferida pelo governo, mesmo após a abertura do processo de caducidade da concessão paulista.
- A estratégia defendida pelas interessadas é renovar a concessão da Enel em São Paulo condicionando a operação à troca de controle da distribuidora.
- Segundo o Pipeline Valor, representantes das empresas têm mantido interlocução em Brasília e também com a sede da Enel, em Roma.
Ceará no centro:
- A concessão da Enel Ceará vence em 2028, e a empresa busca renovar antecipadamente o contrato.
- A renovação abriria caminho para uma eventual venda da distribuidora, hipótese que já foi considerada pela companhia em 2022, mas acabou suspensa.
- Uma mudança de controle colocaria um novo operador à frente da distribuição de energia para milhões de consumidores cearenses.
O outro lado:
- A Enel afirma que mantém interesse na renovação das concessões e nega negociações para vender seus ativos brasileiros.
- Equatorial e Neoenergia dizem que acompanham oportunidades de mercado, mas não comentam rumores sobre aquisições.
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