EUA vão pressionar Moscou até que haja mudança de comportamento, diz Casa Branca

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Jen Psaki, porta voz da casa branca. Foto: Reprodução.

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou nesta terça-feira que a administração não acredita que o impacto no preço do petróleo das restrições impostas à Rússia será de longo prazo. Em coletiva de imprensa a bordo do avião presidencial, a representante disse que o governo continuará a pressionar Moscou até que haja mudança de comportamento com relação à guerra na Ucrânia.

Segundo ela, há opções sobre a mesa para lidar com a alta nos preços do petróleo. “Estamos conversando com fornecedores e avaliando liberação de reservas”, afirmou.

De acordo com Psaki, algumas empresas do setor também estão avaliando aumentar a produção. Para a representante, o argumento de que não há espaço para exploração de mais petróleo nos EUA não é verdade.

Segundo ela, o país produziu mais hidrocarbonetos no último ano do que no primeiro ano da administração do ex-presidente Donald Trump.

Para a representante, a alta nos combustíveis não é culpa das sanções. “Americanos estão pagando gasolina mais cara por conta das ações do presidente Vladimir Putin”, apontou.

Segundo ela, as medidas contra a Rússia vem surtindo efeitos, como no rublo em mínima histórica, a bolsa de Moscou fechada há vários e o país em dificuldade para evitar uma recessão.

Sobre a postura da União Europeia, disse que a administração está coordenando sanções com europeus, “mas há capacidades diferentes”.

Ela lembrou que, enquanto a dependência americana do óleo russo é de cerca de 10%, na Europa fica próxima de 30%. Ainda assim, disse que as recentes medidas impostas pelos parceiros são “passos são bem vindos”. Uma solução a ser buscada, segundo a representante, é diversificar as fontes de energia.

Questionada sobre fornecedores alternativos, disse que o país está perto de retornar ao acordo com o Irã. “Faltam apenas alguns detalhes”, indicou, reafirmando que o objetivo segue manter o país persa longe de conseguir armamento nuclear.

 

Agência Estado

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Como Lula virou a eleição: AtlasIntel revela a mobilização histórica que derrotou Flávio Bolsonaro

O Real de Lula? Proposta de Lara Resende promete derrubar juros a 7,5% e enfrentar crise fiscal

O calmante do mercado tem nome: Geraldo Alckmin

André Fernandes, o bloquinho e a ilusão de conquistar Fortaleza dançando para convertidos

Lula: a vitória de um sobrevivente político diante de um Brasil que mudou

Extensão da votação abre caminho para judicialização do segundo turno; disputa pode chegar ao STF

As pesquisas apontam para Flávio, mas a urna ainda pode contrariar os números

Onde os fracos não têm vez: Datafolha mostra placar com Flávio com 47% e Lula 46%; Nos votos válidos, é 50 a 50

Atlas/Bloomberg: Flávio abre 2,2 pontos sobre Lula

O Brasil que não acabou: a escala 6×1 e a história das mudanças que prometiam o caos

Sócia da Fraport, Lufthansa compra metade da TAP e o Ceará pode ganhar uma nova ponte aérea com a Europa

Cláusula de barreira põe dois federais a mais no colo do PSB de Cid Gomes

MAIS LIDAS DO DIA

Imposto do Pecado terá alíquotas de até 66,7% para cigarros em 2027