Ex-assessor de Trump recorreu a Eduardo Bolsonaro ao ser abordado pela PF

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Deputado federal, Eduardo Bolsonaro. Foto: Agência Brasil.

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

No dia 7 de setembro, quando foram ao Aeroporto Internacional de Brasília em meio a uma passagem pelo Brasil que rendeu encontros com bolsonaristas e com o próprio presidente Jair Bolsonaro, o ex-assessor do ex-presidente norte-americano Donald Trump, Jason Miller, e o empresário Gerald Brant foram abordados pela Polícia Federal para prestar depoimento.

Investigados nos inquéritos das fake news e das milícias digitais, e acuados pela PF, eles pediram ajuda ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para arranjar um advogado. Em meio ao depoimento da dupla, o assessor especial da Presidência, Filipe Martins, apareceu para socorrê-los.

Por serem representantes de uma plataforma de rede social de extrema-direita criada para driblar mecanismos de controle contra crimes virtuais, Miller e Brant entraram na mira das investigações e tiveram suas intimações para depoimento autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Eles já estavam no Brasil e haviam se reunido com Bolsonaro nos dias anteriores à abordagem. Segundo a decisão que autorizou os depoimentos, Miller e Brant são ligados a Steve Bannon, homem de confiança de Trump e um dos artífices das fake news norte-americanas que foram copiadas pelo bolsonarismo.

Assim que abordados no aeroporto, o empresário e o ex-assessor de Trump interromperam os federais para pedir que fosse solicitado um advogado. Enquanto Miller conversou com um servidor da embaixada norte-americana no Brasil, Brant afirmou aos agentes que pediu seu defensor diretamente ao deputado federal Eduardo Bolsonaro. A advogada Milena Ramos Camara compareceu naquela mesma manhã, quando se deu início do depoimento da dupla. Em meio às declarações dos norte-americanos, o assessor da Presidência Felipe Martins apareceu. A advogada disse à PF que Martins era um ‘amigo’ e que resolveria ‘questões de honorários advocatícios’. Ela chegou a pedir aos agentes para que a presença de Martins não fosse registrada pela PF.

Em depoimento, Brant afirmou ser o presidente da empresa de rede social, e disse estar no Brasil para participar da Conferência de Ação Política Conservadora. Ele se recusou a revelar quem lhe convidou. Já Miller preferiu ficar em silêncio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Como Lula virou a eleição: AtlasIntel revela a mobilização histórica que derrotou Flávio Bolsonaro

O Real de Lula? Proposta de Lara Resende promete derrubar juros a 7,5% e enfrentar crise fiscal

O calmante do mercado tem nome: Geraldo Alckmin

André Fernandes, o bloquinho e a ilusão de conquistar Fortaleza dançando para convertidos

Lula: a vitória de um sobrevivente político diante de um Brasil que mudou

Extensão da votação abre caminho para judicialização do segundo turno; disputa pode chegar ao STF

As pesquisas apontam para Flávio, mas a urna ainda pode contrariar os números

Onde os fracos não têm vez: Datafolha mostra placar com Flávio com 47% e Lula 46%; Nos votos válidos, é 50 a 50

Atlas/Bloomberg: Flávio abre 2,2 pontos sobre Lula

O Brasil que não acabou: a escala 6×1 e a história das mudanças que prometiam o caos

Sócia da Fraport, Lufthansa compra metade da TAP e o Ceará pode ganhar uma nova ponte aérea com a Europa

Cláusula de barreira põe dois federais a mais no colo do PSB de Cid Gomes

MAIS LIDAS DO DIA

No data was found