Feriado começa com 167 bloqueios em rodovias do País; SC concentra a maioria

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Equipe Focus
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O feriado de 2 de novembro começa com 167 pontos de bloqueios e interdições nas rodovias do País, segundo informe divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) por volta das 6 horas desta quarta-feira. Ainda há ocorrências no Acre, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Paraná, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.O total de manifestações bolsonaristas desfeitas pela corporação chegou a 563, conforme o boletim mais recente.

Santa Catarina segue sendo o Estado com mais bloqueios e interdições, 37. São Paulo, que chegou a ter oito na terça-feira, agora tem três.

Os manifestantes contestam a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas contra o presidente da República e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), e parte deles, contrariando a Constituição do Brasil e agindo de maneira golpista, pede que haja intervenção militar para impedir o petista de assumir a Presidência do País.

Ao longo da madrugada, a maior parte das manifestações nas estradas de São Paulo passou a se concentrar às margens das rodovias federais.

Na rodovia Régis Régis Bittencourt, que, na terça, registrou bloqueios, interdições e pneus queimados pelos manifestantes, as vias começaram a ser totalmente liberadas.

Discurso de Bolsonaro

Quase 45 horas após a confirmação da eleição de Luiz Inácio Lula da Silva pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente Jair Bolsonaro finalmente se pronunciou na tarde da terça sobre o resultado das urnas.

O chefe do Executivo não reconheceu diretamente ter sido derrotado no domingo, mas evitou questionar a vitória do adversário e fazer críticas frontais ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao TSE.

Bolsonaro disse ainda que o fechamento de estradas federais por seus apoiadores são “fruto de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral”.

Ele ponderou, no entanto, que os métodos de manifestação devem ser outros. “As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedades, destruição de patrimônio e cerceamento do direito de ir e vir”, disse, em ataque à esquerda brasileira.

Agência Estado

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