Junho Violeta e o combate ao ceratocone. Por Débora Vasconcelos

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Débora Vasconcelos. Médica oftalmologista e membro do corpo clínico da Clínica de Olhos Massilon Vasconcelos. Foto: Divulgação

Uma doença descoberta numa consulta de rotina ainda na adolescência e que vai diminuindo a visão com o passar dos meses pode ser impensável para algumas pessoas. Muitos pacientes, antes mesmo de serem diagnosticados com ceratocone, já chegam com um grau avançado da doença e afirmam que nem sabiam da existência de um acometimento ocular como esse. Quando nós, médicos oftalmologistas, elegemos o mês de junho para conscientizar as pessoas sobre a importância do combate ao ceratocone, não é relevante somente este período, mas sim uma maneira de alertar a população sobre a necessidade de se criar o hábito das consultas anuais com o seu oftalmologista, mantendo assim a saúde ocular em dia e evitando a descoberta tardia de alguma patologia.

O ceratocone é uma doença genética onde a córnea ー parte mais anterior do olho ー vai afinando e aumentando sua curvatura de maneira progressiva. Essa alteração se inicia, geralmente, por volta dos 13 anos e pode se estabilizar aproximadamente aos 35. No entanto, os sintomas nem sempre aparecem logo, fazendo com que o paciente não procure atendimento no início da doença.

A velocidade de progressão varia em cada caso e a gravidade também. Pessoas com alergia ocular, rinite e sinusite têm o risco maior de desenvolver essa doença pelo ato de coçar muito os olhos. Também é comum que o ceratocone esteja presente em pessoas com Síndrome de Down ou que possuam alguma alteração ocular desde o nascimento. O principal sintoma é a visão ruim mesmo com o uso de óculos. E o diagnóstico é suspeitado em um exame de rotina por meio da conferência do grau, medida da acuidade visual e ceratometria. Depois, alguns exames mais específicos são necessários para melhor diagnóstico do tipo de ceratocone e para decisão do tratamento a seguir.

Uma vez descoberto, a depender do estágio da doença, o uso de óculos é o suficiente para manter a acuidade visual. Em alguns casos mais avançados, é necessário o uso de lentes de contato rígidas, cirurgia com anéis intracorneanos ou até mesmo um transplante de córnea. O que mais nos conforta é que, se notarmos um aumento da curvatura da córnea a cada mês/ano, podemos intervir com um procedimento chamado Crosslinking e evitar que o caso se agrave, estacionando a doença. Daí a importância de se fazer consultas de rotina com o médico oftalmologista (anuais ou mais frequentes se for necessário).

O diagnóstico e o tratamento precoce são, sempre, a melhor opção. Não adie a sua saúde ocular!

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