Lula se reúne com presidente de Portugal; Bolsonaro cancelou agenda com europeu

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Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pré-candidato ao Palácio do Planalto, se reuniu na manhã deste domingo, 3, em São Paulo, com o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. O encontro entre os dois ocorreu após o presidente Jair Bolsonaro (PL) cancelar agenda com o líder europeu justamente por causa do petista.

Bolsonaro e Rebelo de Sousa almoçariam juntos nesta segunda-feira, 4, mas o presidente brasileiro decidiu cancelar a reunião após saber que o líder português também se encontraria com Lula, seu principal adversário na eleição deste ano, conforme apurou o Broadcast Político. O chefe do Executivo de Portugal, filiado ao Partido Social Democrata, desembarcou neste sábado, 2, no Brasil para estreitar relações com o País.

Rebelo de Sousa disse a jornalistas que inicialmente o governo brasileiro insistiu para marcar o encontro e que não considera o episódio um incidente diplomático. “Temos que saber separar o que é fundamental e o que não é, os povos continuam, os almoços podem mudar a data”, afirmou. “Não é haver um almoço ou não que altera o quanto os mais de 200 mil brasileiros gostam de Portugal e estão cá.”

“Quem convida para almoçar é que decide se quer almoçar ou não, e em que termos, em que ocasião. Pois eu digo, esteja à vontade, pois quem tomou a iniciativa de convidar não foi eu”, acrescentou o presidente português.

Ontem, Lula e Bolsonaro, assim como os pré-candidatos à Presidência Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB), cumpriram agenda em Salvador (BA). Os políticos participaram das celebrações do Dia da Independência da Bahia.

O chefe do Executivo foi a uma motociata com apoiadores, afirmou que a redução do ICMS, após a aprovação do teto para o tributo, fará do combustível vendido no Brasil “um dos mais baratos do mundo” e criticou os governadores. Lula, por sua vez, falou em revogar o teto de gastos, disse ter certeza que as Forças Armadas estarão “do lado do povo” na eleição de outubro e afirmou que não aceita “ameaças” às instituições.

Agência Estado

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