Mercado reduz previsão da inflação, mas vê juros altos até 2026 e câmbio em R$ 5,80

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O fato: O mercado financeiro reduziu a estimativa para a inflação oficial do país em 2025, mas segue prevendo juros elevados e dólar valorizado. Segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (2) pelo Banco Central, a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou de 5,5% para 5,46% neste ano. Para 2026, a projeção permaneceu em 4,5%. Em 2027 e 2028, as previsões são de 4% e 3,85%, respectivamente.

Apesar do recuo na inflação esperada, o índice de 2025 segue acima do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com tolerância de até 4,5%. No acumulado em 12 meses até abril, o IPCA soma 5,53%, segundo o IBGE. A inflação oficial desacelerou pelo segundo mês consecutivo, com alta de 0,43% em abril, após ter registrado 1,31% em fevereiro e 0,56% em março, pressionada principalmente pelos preços dos alimentos e produtos farmacêuticos.

Juros seguem elevados: O cenário inflacionário mantém o Banco Central em trajetória de juros altos. A taxa Selic foi elevada pela sexta vez consecutiva, para 14,75% ao ano, em meio à persistência da alta nos preços de alimentos e energia e às incertezas externas. O Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizou cautela e não indicou se novos ajustes virão na próxima reunião, prevista para meados de junho.

O mercado prevê que a Selic permanecerá nesse patamar até o fim de 2025. Apenas em 2026 a taxa começaria a recuar, para 12,5% ao ano, e seguiria caindo gradualmente: 10,5% em 2027 e 10% em 2028.

O movimento de alta nos juros busca conter a demanda e segurar a inflação, mas também encarece o crédito e pode frear a atividade econômica. Ainda assim, o Copom reforçou que o ambiente de incerteza exige prudência.

PIB perde força, mas mantém crescimento: As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano foram ajustadas para baixo: de 2,14% para 2,13%. Para 2026, houve leve alta na estimativa, de 1,7% para 1,8%. O mercado espera expansão de 2% para 2027 e 2028.

A economia brasileira segue sustentada principalmente pela agropecuária. O PIB cresceu 1,4% no primeiro trimestre de 2025, segundo o IBGE. Em 2024, a economia avançou 3,4%, no quarto ano consecutivo de crescimento — o maior resultado desde 2021, quando o país registrou alta de 4,8%.

Dólar mais caro: A previsão para o dólar no fim deste ano foi mantida em R$ 5,80. Para 2026, o mercado vê a moeda americana ainda mais valorizada, a R$ 5,90. O câmbio pressionado reflete as incertezas internacionais, a política de juros nos Estados Unidos e os riscos fiscais domésticos.

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

The Economist diz que Brasil é o mais preparado para crise do petróleo; Um cearense construiu essa vantagem

No ataque ao PT, Girão abre frente contra a “direita fisiológica”

Inédito: Flávio vence Lula no 2º turno, aponta AtlasIntel

Lula lidera, mas sob desgaste e o centro deve definir 2026

A van está virando ônibus? União Progressista pende ao governismo e redesenha 2026 no Ceará

Enfim, intituições funcionam e põem fim ao “passaporte do barulho” em Fortaleza

Horas antes da prisão, Vorcaro enviou mensagem a Moraes, que respondeu no modo visualização única

Vorcaro teve prisão decretada em 2020, mas instituições falharam e a porta se abriu para os crimes em série

Apostas bilionárias e suspeitas antecipam ataque dos EUA ao Irã

Café da Serra de Baturité recebe selo nacional de Indicação de Procedência

Freio de arrumação no governismo do Ceará: ambições e a difícil engenharia da chapa de 2026

MP dos datacenters caduca e ameaça planos no Ceará, incluindo planos do projeto de R$ 200 bi no Pecém

MAIS LIDAS DO DIA

Masterboi muda o jogo do agro no Ceará com frigorífico de R$ 250 milhões em Iguatu

The Economist diz que Brasil é o mais preparado para crise do petróleo; Um cearense construiu essa vantagem

Lula reativa Camilo como opção eleitoral no Ceará: “Se precisar”

Sete vidas; Por Angela Barros Leal

Brasil cria rota via Turquia para manter exportações do agro após crise no Oriente Médio

STJ autoriza uso da marca “Champagne” para segmento de vestuário

Lula critica alta do diesel e diz que não há justificativa para aumento

Procon Fortaleza autua distribuidoras de combustíveis e pode aplicar multas de até R$ 18 milhões

O Ceará real contra a narrativa do colapso; Por Acrísio Sena