Mercado reduz projeção da inflação para 5,16% em 2026 pela segunda semana seguida

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Foto: José Cruz/Agência Brasil

Pela segunda semana consecutiva, o mercado financeiro reduziu a projeção para a inflação em 2026. Segundo o boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 5,30% para 5,16%.

Apesar da redução, a projeção continua acima do teto da meta de inflação, fixado em 4,5% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

As estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB), taxa Selic e câmbio permaneceram inalteradas em relação à semana anterior.

PIB, dólar e Selic seguem estáveis

O mercado manteve a expectativa de crescimento de 1,99% para a economia brasileira em 2026.

Para os anos seguintes, a projeção é de alta de 1,65% em 2027 e 2% em 2028.

No câmbio, a previsão segue em R$ 5,20 para o dólar ao fim de 2026. Para 2027 e 2028, as estimativas permanecem em R$ 5,28 e R$ 5,34, respectivamente.

Já a taxa básica de juros (Selic) foi mantida em 14% pela terceira semana consecutiva. Atualmente, a taxa está em 14,25% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em junho.

Com isso, o mercado continua projetando ao menos um corte na Selic até o fim do ano. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 4 e 5 de agosto.

Para 2027 e 2028, as projeções seguem em 12% e 10,5%, respectivamente.

Inflação perdeu força em junho

A revisão das expectativas ocorre após a divulgação do IPCA de junho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A inflação oficial ficou em 0,16%, o menor resultado mensal desde outubro de 2025, influenciada principalmente pela primeira queda nos preços dos alimentos desde novembro do ano passado.

No acumulado de 12 meses, o IPCA soma 4,64%, ainda acima do teto da meta, mas abaixo dos 4,72% registrados até maio.

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado como referência em diversos reajustes salariais, avançou 0,14% em junho e acumula alta de 4,33% nos últimos 12 meses.

Enquanto o IPCA mede a inflação para famílias com renda de um a 40 salários mínimos, o INPC considera domicílios com renda de um a cinco salários mínimos.

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