Michelle diz a cristãos que Lula está com sangue nos olhos e sede de vingança

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Michelle Bolsonaro. Foto: Isac Nóbrega/PR

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

Escalada para conter a rejeição feminina ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e para manter o diálogo com os evangélicos a primeira-dama Michelle Bolsonaro, que tem uma extensa agenda no Estado de São Paulo junto aos cristãos, nesta quarta-feira (19), usou o altar no primeiro evento do dia para criticar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a esposa do presidente da República, Lula está tentando voltar ao poder com “sede de vingança, sangue nos olhos”.

Segundo Michelle, Lula estaria com uma “lista” dos que “se levantaram contra ele” para prendê-los. “Nós, como cristãos, sabemos que não estamos lutando contra homem e mulheres, estamos lutando contra principados e potestades das trevas”, disse.

“Nós estamos aqui para lutar pela nossa nação brasileira, nós estamos aqui para lutar pelo nosso Brasil, para que esse câncer, esse partido das trevas se dissipe, saia da nossa nação”, continuou sobre os adversários, dizendo que a campanha é uma luta pela “liberdade de expressão e liberdade religiosa”, repetindo que partidos de esquerda têm como objetivo minar a atuação das igrejas no País.

Ao eleitorado, Michelle também voltou a defender o marido e seus hábitos. “Bolsonaro é tão imperfeito quanto eu e você, mas vocês podem ter certeza que é um homem temente a Deus, patriota”, disse. Sobre os hábitos do chefe do Executivo visto com maus olhos pelo eleitorado, como o de falar palavrão, a primeira-dama disse que dá “broncas” em Bolsonaro, mas que ele é um homem de outra geração. “Eu brigo, mas é o jeito dele, é uma outra geração, tem 67 anos”, disse.

Michelle então pediu que os cristãos sejam “multiplicadores de voto”, saindo da “zona de conforto” para conseguir votos para o presidente.

A senadora eleita Damares Alves (Republicanos) também discursou no evento. A senadora, que atuou como ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, focou o discurso nas críticas contra a defesa de adversários a flexibilização do aborto e da liberação das drogas.

Agência Estado

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