O castelo de cartas do PT

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Priscila Costa é jornalista e vereadora de Fortaleza. priscila.midia@yahoo.com.br

Por Priscila Costa
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O mesfistofélico Joseph Goebbels, ministro da Propaganda nazista de Hitler é o autor da famosa premissa: “If you tell a lie big enough and keep repeating it, people will eventually come to believe it.” No Brasil, a versão simplória “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade” é repetida apocrifamente. Goebbels argumenta bem mais quando defende sua tese nazista: “ele quer um estado plenipotenciário, tutelador e capaz que punir com a ira dos déspotas os que não trilharem sua doutrina sectária”,
A propaganda nazista se assenta na mentira da contrainformação e na repetição como tática de sedimentação da suas teses falsas formando exércitos de zumbis. Isso nos vemos no Brasil de hoje em decorrência da ação perniciosa de um partido político sedicioso que disseminou no Brasil a ideia do “nós” e do “eles”. Nós, o PT, somos o bem. Eles, as “zelites” — seja lá o que isso significa na cabeça dos separatistas — , são o “mal”. A dicotomia perfeita. O maniqueísmo sonhado pelos reducionistas totalitários.
Nos últimos governos, o PT acreditou piamente na tática de Joseph Goebbels e, principalmente Lula passou a mentir compulsivamente. Virou o grande difusor da pseudolalia no Brasil. Pseudolalia é a doença de quem mente compulsivamente.
Mas toda mentira constrói um castelo de cartas. E, mais rapidamente do que se espera, o castelo de cartas vai ao chão.
Foi publicado recentemente um estudo do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (IPC-IG/PNUD) com uma conclusão que desconstrói uma das maiores mentiras do PT, a de que seus governos resolveram o problema estrutural e renitente das desigualdades sociais no Brasil.
Com base nos dados de Imposto de Renda referentes ao período de 2006 — governo Lula — a 2014, os autores de “The concentration of income at the top in Brazil” (a concentração de renda no topo da pirâmide social no Brasil) mostram que a desigualdade não diminuiu no país nos anos analisados. O estudo está disponível em https://bit.ly/2zXG22E e pode ser baixado gratuitamente.
Isso nos mostra que o presidente “pai dos pobres”, Lula, foi, na verdade, o presidente “pai dos ricos” e que nunca se concentrou tanta riqueza no Brasil quanto em seus governos. E, pior, o discurso oficial do governo informava exatamente o contrário.
 

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