Parecer do MP ao TCU questiona documentação sobre privatização da Eletrobras

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Eletrobras. Foto: Divulgação Governo Federal

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

Parecer do procurador do Ministério Público de Contas da União Rodrigo Medeiros de Lima sobre a privatização da Eletrobras questiona a documentação incompleta enviada pelos órgãos envolvidos na venda da estatal e a discrepância das tarifas no processo, além de cobrar um estudo de impacto tarifário e ambiental, informaram os advogados Elisa Oliveira Alves e Maximiliano Garcez, da Advocacia Garcez, que representam o Coletivo Nacional dos Eletricitários e outras entidades.

De acordo com o parecer a que o Broadcast teve acesso, o procurador recomenda ao Ministério de Minas e Energia que “abstenha-se de encaminhar, ao Tribunal de Contas, estudos de viabilidade antes que haja a devida documentação formal da análise e consolidação das contribuições recebidas em audiência pública, sob pena de reinício da contagem do prazo de análise”.

Segundo os advogados, os documentos têm sido encaminhados avulsos pelo MME, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Eletrobras, o que dificulta a avaliação do processo como um todo. A avaliação é de que os documentos sejam enviados na sua integralidade, para o órgão poder se manifestar

Eles informaram que o relatório do procurador foi encaminhado na semana passada ao relator do processo de privatização da Eletrobras dentro do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Aroldo Cedraz.

Outro ponto questionado foi a diferença da tarifa entre a aprovação da venda da empresa pelo Congresso Nacional (R$ 172,14/MWh) e o posteriormente informado pelo MME (R$ 233/MWh), segundo os advogados que acompanham a privatização da Eletrobras pelo Coletivo Nacional dos Eletricitários.

“Os documentos enviados pelo MME são insuficientes e vagos demais para saber o valor de mercado da Eletrobras, e ainda há o questionamento sobre o preço do megawatt”, disseram os advogados ao Broadcast, avaliando que os pedidos, se confirmados pelo plenário do TCU, podem atrasar a privatização, prevista para o primeiro semestre de 2022.

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Como Lula virou a eleição: AtlasIntel revela a mobilização histórica que derrotou Flávio Bolsonaro

O Real de Lula? Proposta de Lara Resende promete derrubar juros a 7,5% e enfrentar crise fiscal

O calmante do mercado tem nome: Geraldo Alckmin

André Fernandes, o bloquinho e a ilusão de conquistar Fortaleza dançando para convertidos

Lula: a vitória de um sobrevivente político diante de um Brasil que mudou

Extensão da votação abre caminho para judicialização do segundo turno; disputa pode chegar ao STF

As pesquisas apontam para Flávio, mas a urna ainda pode contrariar os números

Onde os fracos não têm vez: Datafolha mostra placar com Flávio com 47% e Lula 46%; Nos votos válidos, é 50 a 50

Atlas/Bloomberg: Flávio abre 2,2 pontos sobre Lula

O Brasil que não acabou: a escala 6×1 e a história das mudanças que prometiam o caos

Sócia da Fraport, Lufthansa compra metade da TAP e o Ceará pode ganhar uma nova ponte aérea com a Europa

Cláusula de barreira põe dois federais a mais no colo do PSB de Cid Gomes

MAIS LIDAS DO DIA

No data was found