Pesquisa do PDT aponta que “candidato apoiado por RC” ganha capital eleitoral já no início da disputa

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Camilo com RC em visita a uma obra em Fortaleza: aprovação dos governantes é o capital eleitoral que costuma ser decisivo.

Focus apurou que o PDT tem em mãos pesquisas eleitorais em torno da eleição para prefeito de Fortaleza. Pela primeira vez, o partido realizou consultas quantitativas, mesmo sem que a sigla tenha definido o nome que vai encabeçar a chapa governista. Quanto aos resultados, pouco vazou.

De acordo com o que foi apurado pelo Focus, pouco conhecidos, os nomes que disputam as internas do PDT apareceriam no levantamento com índices muito parecidos aos que Luizianne Lins (PT) começou a campanha de 2004, que terminou vencendo. Na época, entre 2% e 3%. A ex-prefeita apareceria agora com índices aproximados a 19%. O deputado federal Capitão Wagner (Pros) teria obtido algo em torno de 30% das intenções das intenções de voto, o que o deixaria numa liderança folgada no início da campanha, que só começa na segunda metade de setembro.

Focus apurou que o que deixou o comando pedetista mais animado foi a simulação em que sugere-se ao eleitor na lista de possíveis candidatos “o candidato apoiado pelo prefeito Roberto Cláudio”. Nesse quadro, o item receberia, segundo as fontes ouvidas,  aproximadamente 20% das intenções. Sempre considerando que a consulta interna tenha captado as reais intenções dos eleitores.

Não chega a ser surpreendente. É usual que uma parte dos eleitores que aprova a gestão do prefeito naturalmente migre para quem for o escolhido.

Claro que, nesse momento, a indefinição do quadro de candidaturas e de alianças torna qualquer consulta um mero instrumento para as tomadas de decisões internas e não tem qualquer efeito prático sobre o processo eleitoral.

Nessa fase, os partidos costumam fazer encomendas deste tipo de pesquisa para servir como uma espécie de bússola. Focus apurou que o PSDB também encomendou a sua própria consulta. O objetivo dos tucanos é, a partir dos resultados, tomar a decisão de lançar candidatura própria ou de compor uma aliança apoiando um postulante de outra sigla.

Atualização: a referida pesquisa é interna. Portanto, não com objetivos de divulgação pública pelo partido. A nota acima é fruto de apuração jornalística através de diversas fontes. Em contato com o Focus, o deputado federal Danilo Forte (PSDB), que é aliado de Wagner, afirma ter em mãos pesquisa do Pros que apontaria uma situação de liderança do pré-candidato da sigla em um patamar que daria vitória ao candidato ainda no 1º turno se a eleição ocorresse no momento em que os dados foram coletados.

 

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