PMs assassinados, o terror contra o Estado e a campanha eleitoral

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Camilo Santana visita uma base fixa da PM no bairro Floresta.

Por Fábio Campos
Três policiais assassinados. Um duro ataque contra o Estado. Prendam-se os paus mandados. Em breve, mais uma onda de ataques. Ora, prendam-se os paus mandados. Ou, os “abestados” como tão bem definiu Ciro Gomes.
O comando da facção que emanou a ordem de assassinar os policiais pode estar em condomínio do Meireles, numa praia, em São Paulo ou no Rio de Janeiro. Não falta mão de obra para executar essas ordens. Muito provavelmente, os atiradores assassinos de policiais serão presos ou ate mortos em confronto com a polícia. Porém, tais peças serão rapidamente repostas para cometer novos ataques contra o Estado e contra os cidadãos.
Esses paus mandados, os abestados, agem como terroristas suicidas. Vão para as operações sabendo que serão ou mortos ou capturados. Não se importam. Se se negarem a fazer o serviço, também morrem.
Ontem, com a notícia dos policiais covardemente assassinados, o comentário nas famílias, entre amigos e amigas, era um só. “Evite sair hoje”, “Evite de se expor no fim de semana”,”Fique em casa”. Sim, já é este o entendimento das pessoas. Virou o cotidiano. Entenderam que as ocorrências não são isoladas e costumam se dar na sequência da ação e reação.
Não há controle. O sistema estatal não controla. Não se antecipa. Não tem nem inteligência e nem competência para isso. Vai prender os paus mandados. Apenas.
E, tudo leva a crer, que assim será durante toda a campanha eleitoral. Veja a situação de Camilo Santana. Ontem, teve que suspender seus atos de campanha. Claro. Afinal, seria escandaloso percorrer nossas ruas pedindo voto logo após três agentes do Estado serem executados enquanto almoçavam.
Não seria exagero afirmar que a campanha do governador pode ser moldada pelo gosto da facção.
 
 

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