Por que as pesquisas falharam e a Atlas escapou da ruína dos institutos?

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Onda de voto útil beneficiou tanto o Bolsonaro quanto o Lula, diz especialista | CNN Brasil
O romeno Andrei Roman, CEO da Atlas, durante entrevista na CNN

Reportagem da Folha de S.Paulo (Veja Aqui)  mostra que a AtlasIntel foi a pesquisa que mais se aproximou do resultado das eleições nacionais. Portanto, é o instituto que apontou com mais precisão a dinâmica final da decisão dos eleitores.

A Atlas foi a escolha do Focus para fazer pesquisas no Ceará. Aqui, a precisão do institututo foi ainda maior, praticamente cravando o resultado final que, sim, foi influenciado pelos movimentos que se deram nas 24 horas antes do dia da eleição e durante o próprio domingo eleitoral.

Segundo reportagem do UO/Folha: “Atlas se aproximou dos resultados.

1 – Faixa de renda subrepresentada:
Segundo Roman, as pesquisas tradicionais não utilizaram a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) para realizar suas entrevistas, resultando em “subrepresentação das faixas de renda acima de dois salários mínimos”, diz. “A Pnad indica que em torno de 35% da população está nessa faixa, e é esse dado que a Atlas vem usando para calibragem amostral, mas que não é feito pela maioria dos institutos.” Segundo ele, se você superestima a população mais pobre do Brasil (que vota principalmente em Lula) de 35% para acima de 55%, como fizeram outros institutos, inevitavelmente você vai subestimar o desempenho de Bolsonaro.

Voto útil: Houve “uma onda de voto útil que beneficiou Lula e Bolsonaro”, diz Roman.

Pesquisa presencial: Segundo o pesquisador, quando alguém é abordado em uma interação humana, “ele nem sempre declara sua real intenção de voto”. “Esse tipo de viés não existe em nossa pesquisa porque nossa coleta é feita pela internet, então há conforto para quem responde.”

Todas essas avaliações já haviam sido antcipadas pelo Focus em conversas com o CEO da Atlas.

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