Ricardo Bacelar lança “O último pôr do sol” dia 01 de julho, nas plataformas de streaming

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Foto: Leo Costa

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

O pianista, compositor e arranjador Ricardo Bacelar lança em 1º de julho o single “O último pôr do sol” (Lenine/Lula Queiroga), que antecede a chegada de seu quinto álbum solo, que vai se chamar “Congênito”.

O single revela duas características marcantes do álbum: não há composições próprias em “Congênito” e Bacelar surge à frente nos vocais das 12 faixas. É um projeto de intérprete que reúne temas de grandes nomes da MPB, como Chico Buarque, Djavan, Caetano Veloso e Luiz Melodia. “Minha trajetória como cantor foi surgindo muito naturalmente. Já havia gravado dois singles – ‘Nada será como antes’, com Délia Fischer, e ‘Vício elegante’, parceria minha com Belchior -, além de uma faixa no álbum ‘Sebastiana’. Passei a cantar algumas músicas nos meus shows, a exercer o canto como nova linguagem. Neste álbum, eu me aproprio do discurso dos autores. Quis construir um mosaico de ritmos com músicas que tivessem uma unidade de sonoridade”, pontua Bacelar.

“O último pôr do sol” foi a primeira música do projeto, gravada no estúdio de Ricardo Bacelar, o Jasmin Studio, em Fortaleza, que leva o mesmo nome do selo fonográfico do músico. “Sonhei com esse arranjo de voz e acordei com ele na cabeça. Misturei alguns instrumentos exóticos, como o dulcimer, de origem medieval, que lembra uma harpa, com piano, cordas e flautas. Tem uma influência árabe, nordestina, e também samba de roda. Comprei um berimbau e treinei alguns dias pra poder gravar”, lembra Bacelar, que produziu o videoclipe da canção nas dunas do Ceará e numa vila de pescadores. “Sempre gostei da imagem que esta música sugere. E fiz uma pesquisa sonora para encerrá-la com uma festa repleta de signos da cultura brasileira”.

A pandemia e a vontade de explorar todas as possibilidades de seu estúdio, fez Bacelar ir além: “O processo de gravar um disco sozinho, como fiz agora, é muito diferente, muito intenso. Foi uma imersão total. Levei algum tempo pesquisando sobre a sala de gravação, os equipamentos. Gravar todos os instrumentos exige muita perseverança, paciência e uma boa dose de ousadia, coragem, experiência e técnica. É como se fosse uma imagem que aos poucos vai tomando forma. Cada instrumento que você coloca é como um tempero em um caldeirão de sonoridades, texturas, climas, atmosferas. Esse trabalho de experimentação, de laboratório, eu adoro fazer. Gosto que a música seja imprevisível, que surpreenda o ouvinte”, finaliza.

O lançamento do álbum “Congênito” está previsto para o mês de agosto, pelo selo Jasmin Music.

 

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