Técnico, resistente e bom articulador, Rolim se mantém no comando do BNB

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Desempenho do Banco do Nordeste aferido por ranking mundial dá motivos para o presidente Romildo Rolim abrir o sorriso.

Por Fábio Campos
fabiocampos@focuspoder.com.br

Atenção: passados nove dias do prazo apontado como limite (31 de agosto) para deixar a presidência do Banco do Nordeste, Romildo Rolim se mantém no cargo e, a julgar pelos desdobramentos ocorridos nos últimos dias, deve permanecer no comando da instituição financeira federal, a única estatal do setor com sede na Região Nordeste.

No dizer de uma fonte ouvida pelo Focus em Brasília, Rolim tem demonstrado, além da plena capacidade técnica na gestão do Banco, possuir “a resistência de um mandacaru”. Afinal, sustenta a posição desde que foi nomeado pelo então presidente Michel Temer em dezembro de 2017. Antes, com Dilma Rousseff já ocupava uma das diretorias do BNB. Servidor de carreira da instituição, está perto de completar quatro anos praticamente initerruptos à frente do Banco.

Ao longo dessa trajetória, Romildo Rolim resistiu à diversas articulações que visavam a sua substituição. Em junho de 2020, já com Jair Bolsonaro na presidência e Paulo Guedes na Economia, chegou a ser formalmente substituído pelo conomista Alexandre Cabral, que mesmo oficialmente nomeado não chegou nem a tomar posse após o noticiário econômico relatar que seu nome era alvo de uma apuração do Tribunal de Contas da União (TCU).

No fim das contas, menos de 24 horas após a nomeação, Cabral foi exonerado e Rolim voltou para a função. “O presidente do BNB, além de resistente, tem demonstrado ótima capacidade de articulação em um ambiente cuja indicação e permanência no cargo passa também pela influência política, lembrou bem a fonte ouvida pelo Focus.

Nas últimas semanas, ressurgiram especulações em torno da substituição de Rolim. O fim do seu mandato seria um fato obrigatório em função de diretrizes abrigadas pelo Estatuto do BNB e pela Lei das Estatais, que estabelece regras de rotatividade no comando das empresas públicas. Porém, há controvérsias a respeito desses pontos.

Romildo Rolim é administrador, contador, especialista em Gestão Empresarial e em Normas Internacionais, Auditoria Interna, além de mestre em Avaliação de Políticas Públicas. É funcionário do Banco do Nordeste desde 31 de julho de 1989.

No Banco, trabalhou em agência, ocupou cargos técnicos relacionados com atividades de análise e acompanhamento de projetos, gerenciou o Ambiente de Análise de Acompanhamento de Operações de Crédito, a Unidade de Recuperação de Crédito do Ceará, o Ambiente de Controles Internos e o Ambiente de Auditoria Interna.

Também foi superintendente de Operações Financeiras e Mercado de Capitais e da área de Reestruturação de Ativos, diretor Financeiro e de Crédito e presidiu o Banco por dois anos e cinco meses.

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