UFC realiza primeira defesa de tese de doutorado sobre hidrogênio verde do Ceará

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Foto: Ribamar Neto/ UFC Informa

Equipe Focus
focus@focuspoder.com.br

O desenvolvimento de uma membrana alternativa no processo de eletrólise foi o tema da primeira tese de doutorado, assinada pelo agora doutor Santino Loruan, na área de hidrogênio verde (H2V).

“Ter uma primeira tese de doutorado na área no nosso Estado abre um espaço grande para futuras pesquisas”, disse o orientador do trabalho, Prof. Enio Ponte de Deus. O texto, inclusive, já resultou em um depósito de patente em nome da UFC.

O hidrogênio verde, considerado modelo fundamental para a transição energética em direção a economias de baixo carbono, é gerado a partir da eletrólise, com a quebra da molécula de água e separação dos átomos de hidrogênio e oxigênio. O primeiro passo para que seja considerado “verde” é utilizar uma energia que venha totalmente de fontes renováveis, como a solar e a eólica.

Por conta disso, o Estado do Ceará tem apostado em um hub de hidrogênio verde no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, aproveitando a posição estratégica do equipamento e o enorme potencial de geração de energia limpa da costa cearense. O ex-governador Camilo Santana (PT), em sua gestão, foi um defensor desse modelo.

Foi o petista, por exemplo, que assinou, em 2021, em Roterdã, na Holanda, o 11º memorando de entendimento para produção de hidrogênio verde no Complexo do Pecém. O protocolo, que antecipava investimentos de 2 bilhões de dólares, foi firmado com o consórcio Transhydrogen Alliance, formado pelas empresas Proton Ventures, Trammo, Global Energy Storage e VARO.

O objetivo do projeto era o de produzir, pelo menos, 500.000 toneladas de hidrogênio verde por ano, que equivalem a cerca de 2,5 milhões de toneladas de amônia verde, e exportar para a Europa pelos portos do Pecém e de Roterdã, parceiros comerciais.

Agora, já em 2023, foi produzido a primeira molécula de H2V no País, justamente na unidade localizada no Complexo Termelétrico do Pecém (UTE Pecém), em São Gonçalo do Amarante.

“Elegemos o Complexo do Pecém para abrigar nossa primeira planta de hidrogênio verde no Brasil porque reconhecemos que o Ceará reúne características estratégicas para protagonizar o processo de introdução do hidrogênio verde no País, seja por seu excepcional potencial solar e eólico – fundamental para a produção do gás –, seja por sua localização e excelente oferta de infraestrutura para o escoamento desse produto ao mercado internacional”, pontuou o João Marques da Cruz, CEO da EDP Brasil.

Leia mais: 

+ Ceará é o primeiro do País a produzir hidrogênio verde

Com informações da Universidade Federal do Ceará

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