Vamos falar sobre privatização?

COMPARTILHE A NOTÍCIA

Marcelo Medeiros é bacharel em Ciências Náuticas, oficial da Marinha Mercante e filiado ao Partido Novo
Por Marcelo Medeiros

Talvez, uma das palavras mais demonizadas nos últimos tempos, tenha sido “privatização”. A origem é certa: vem da cultura estadista, onde as pessoas acreditam que o Estado é um provedor. Associado a uma propaganda que mostra um Estado eficiente e que as estatais são nossas. Quem não se lembra do slogan “O Petróleo é Nosso”?

 Mas a verdade é que a história mostra que o Estado patrimonial só é bom mesmo para os políticos, os servidores e os empresários “amigos” e para a sociedade em geral sobra um ônus de uma máquina inchada e ineficiente.

Recente pesquisa do Datafolha mostra que 70% dos brasileiros são contra as privatizações. É incrível perceber isso mesmo depois de toda a dilapidação que houve nos últimos anos na Petrobras. Em que a estatal foi claramente usada em benefício de um partido e de alguns “amigos do rei”.

Parte da aversão que a população criou sobre o tema é fruto de uma ideia equivocada de que toda privatização gera necessariamente demissões em massa. Mas essa conta é mais complexa. De fato, há setores que perderam postos de trabalho depois da desestatização. Porém, há exemplos em que a privatização promoveu um rápido crescimento das companhias e o consequentemente aumento de mão-de-obra.

 O quadro de pessoal da Vale do Rio Doce, por exemplo, foi multiplicado por quatro e o da Embraer por três. Além disso, quando se fala em geração de empregos, deve-se levar em consideração o número de postos de trabalho gerados nas empresas prestadoras de serviço dessas estatais, que em muitos casos são números consideráveis.

Essa falácia faz com as pessoas não consigam enxergar o óbvio: o Estado não é um bom administrador de empresas. Um caso clássico é o dos Correios, que detêm o monopólio garantido por lei para entrega de correspondências pessoais e comerciais, além da emissão de selos, mas dá prejuízos ano a ano. Se a empresa for vendida, o investimento e risco irão para as mãos do comprador. E, caso dê prejuízo, não será mais debitado na fatura do contribuinte.

Porém, quando se leva o tema apenas para o campo político-ideológico, perde-se a oportunidade de promover um debate racional sobre esse tema, mostrando para a sociedade que há muito mais benefícios do que malefícios nas privatizações. Muitas vezes, a palavra é tão criticada, que os políticos a tiram de circulação, com medo de perder votos.

COMPARTILHE A NOTÍCIA

PUBLICIDADE

Confira Também

Camilo e Luizianne reabrem canal político após anos de distanciamento

A aposta do Ibmec no capital humano cearense

Fortaleza domina Enem 2025: capital ocupa as 3 primeiras posições do BR e tem 4 escolas entre as 10 melhores

Ibmec chega a Fortaleza e firma Ceará como polo nacional de educação, inovação e negócios

Pesquisa Atlasintel Piauí 2026: eleição praticamente resolvida a favor do PT

Pesquisa Focus Poder/Atlasintel explica decisão de Ciro e PSDB de manter distância de Flávio

PSD dos “Domingos” leva Comissão de Orçamento do Congresso e reforça musculatura para a vice no Ceará

Focus/Atlasintel: Lula abre larga vantagem no Ceará e reforça ativo eleitoral de Elmano para 2026

Pesquisa Focus/Atlas para o Senado Ceará: Cenários embolados com Cid favorito; sem sua candidatura, Luizianne salta

Pesquisa Focus Poder + Atlasintel: Ciro e Elmano empatam na corrida ao Governo

UFC entra no Top 15 nacional de patentes e reforça posição como polo de inovação

Governo do Ceará: Pesquisa Focus Poder/AtlasIntel será divulgada nesta segunda-feira

MAIS LIDAS DO DIA

No data was found