
Equipe Focus
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Restaurantes, bares, lanchonetes e padarias registraram queda de 13,4% no faturamento em novembro, em comparação com o mesmo mês de 2020.
É o que apontam os índices divulgados pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), em parceria com a Alelo, bandeira especializada em benefícios, incentivos e gestão de despesas corporativas.
Os dados, que avaliam o desempenho dentro do cenário da pandemia e consideram a inflação no período (ou seja, são calculados em termos reais),mostram, em contraponto, alta no valor gasto nos supermercados (7,5%).
Os Índices de Consumo em Restaurantes (ICR) revelam ainda baixa de 8,3% na quantidade de vendas e de 10,2% no número de estabelecimentos que efetivaram pelo menos uma transação no mês de novembro.
“Alguns fatores tendem a prejudicar o fluxo e faturamento dos restaurantes. A alta nos preços de bens e serviços (inflação), a queda na renda e do poder de compra das famílias, mudanças permanentes nos hábitos e rotina de trabalho de consumidores, além de incertezas sobre o futuro da pandemia e da economia, são exemplos que fazem parte da realidade dos brasileiros”, afirma Cesario
Em relação aos Índices de Consumo em Supermercados (ICS), os dados de novembro, em comparação com o mesmo período de 2020, indicam que o segmento encerrou o período com aumento de 14,7% na quantidade de vendas e 2,6% no número de estabelecimentos que efetivaram pelo menos uma transação.
Panorama pré-pandemia dos indicadores
Quando observamos as variações calculadas comparando 2021 com 2019, período pré-pandemia, o ICR mostra queda nos três indicadores em novembro: -33,6% no faturamento, -41,6% na quantidade de vendas e –16,9% no número de estabelecimentos que realizou transações.
Já ao ter como base o comportamento de consumo em supermercados, de acordo com o ICS, observamos aumento de 13,0% no faturamento e 2,6% no número de estabelecimentos que registrou ao menos uma transação. O segmento encerrou o período com queda de -3,1% na quantidade de vendas.
Segundo os pesquisadores da Fipe, os últimos resultados evidenciam que as diferenças entre o comportamento do consumo em supermercados e em restaurantes têm se prolongado para além do fim das restrições sanitárias, mesmo com o avanço notável da campanha de vacinação no país.
Vale lembrar que o cenário de encarecimento do crédito, aumento da taxa de juros, endividamento e inadimplência é prejudicial para o varejo em geral e pode impactar negativamente também os supermercados.
Vale destacar que os Índices de Consumo em Supermercados (ICS) acompanham as transações realizadas em estabelecimentos como supermercados, quitandas, mercearias, hortifrútis, sacolões, entre outros; e os Índices de Consumo em Restaurantes (ICR) apontam a evolução do consumo de refeições prontas em estabelecimentos como restaurantes, bares, lanchonetes, padarias, além de serviços de entrega (delivery) e retirada em balcão/para viagem (pick-up). Ambos são calculados com base nas operações realizadas a partir da utilização dos cartões Alelo Alimentação e Alelo Refeição, em todo território nacional.
Dados regionais
Em termos regionais, adotando como parâmetro a variação do valor gasto em restaurantes entre novembro de 2019 e novembro de 2021, é possível evidenciar um maior impacto na região Centro-Oeste (-31,3%). Entre as demais, a queda no valor total gasto foi de: Sul (-29,8%), Nordeste (-29,1%), Sudeste (-28,4%) e Norte (-25,6%).







