DiCaprio elogia Lula e critica Bolsonaro ao citar novos dados sobre desmatamento na Amazônia

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Foto: Sérgio Lima/Poder360

O ator norte-americano Leonardo DiCaprio comemorou nas redes sociais a queda no desmatamento na Amazônia brasileira após divulgação de dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Defensor de políticas ambientais, DiCaprio diz que “muitos estão creditando Lula por restabelecer políticas para proteger a Amazônia e os direitos indígenas” e que “Bolsonaro enfraqueceu” as ações voltadas ao meio ambiente e mudanças climáticas enquanto esteve na presidência.

Na postagem, o ator afirma que os alertas de desmatamento na Amazônia tiveram queda de 67,9% em abril deste ano em comparação ao mesmo mês de 2022, sob a gestão de Bolsonaro.

Dados de maio mostram que o total acumulado de janeiro a maio registrou uma queda de 31% no desmatamento na Amazônia em comparação com o mesmo período de 2022. No ano passado, 2.867 km² de floresta foram destruídos, já neste ano foram 1.986 km².

“Muitos estão dando algum crédito ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pois ele começou a restabelecer políticas para proteger a Amazônia e os direitos indígenas após assumir o cargo. O presidente anterior, Jair Bolsonaro, os enfraqueceu e o desmatamento atingiu seu nível mais alto em 15 anos sob sua administração”, escreveu na postagem.

O desmatamento na Amazônia bateu recorde em 2022, ano em que a cobertura vegetal da floresta perdeu 10.573 km², o equivalente a quase 3 mil campos de futebol por dia, segundo relatório divulgado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).

Pelo monitoramento feito via satélite, 2022 atingiu o maior patamar desde 2008, quando o Imazon começou a monitorar a Região Amazônica.

Em junho deste ano, o governo federal anunciou novas metas para o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm). O projeto foi criado em 2004 durante o primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente prometeu zerar o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030.

O governo anunciou ainda embargo das áreas desmatadas em unidades de conservação federais e o desenvolvimento de um sistema para rastrear produtos agropecuários e minérios comercializados a fim de identificar se foram fruto de exploração ilegal dos recursos naturais. O Executivo anunciou a criação do “Selo Amazônia” e “Selo verde” para garantir a procedência dos produtos. O governo não detalhou, no entanto, como fazer esse rastreamento.

Agência Estado

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