
Inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou nesta segunda-feira, 3, a movimentação em busca de um sucessor no campo da direita. “Eu estou na UTI. Não morri ainda. Não é justo alguém já querer dividir o meu espólio”, afirmou ele durante entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan.
A saída compulsória do ex-presidente da disputa eleitoral vai exigir um novo arranjo no cenário político. Aliados procuram nomes capazes de aglutinar o eleitorado bolsonarista. Na direita despontam nomes como os dos governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo), Romeu Zema (Minas Gerais) e Ratinho Junior (Paraná)
Ao ser questionado sobre possíveis “herdeiros”, Bolsonaro desconversou. “Não tem um nome conhecido no Brasil todo para fazer o que eu fiz nesses quatro anos. Veja o Tarcísio em São Paulo: ele é carioca, torcedor do Flamengo e governador em São Paulo. O Zema não se elegeu comigo apoiando ele. Outros bons nomes apareceram, mas vamos esperar um pouco mais”, disse o ex-presidente na entrevista.
Bolsonaro afirmou, ainda, estar “tranquilo” após a derrota na Justiça Eleitoral, mas disse que “dói ser chamado de mentiroso”. “Tranquilo. Por ocasião da votação que perdi por cinco a dois, acabei sendo inelegível. O último voto foi do senhor Alexandre de Moraes (presidente do TSE e ministro do Supremo Tribunal Federal). E, por quatro ou cinco vezes, após ele ler uma frase que seria minha, ele me chama de mentiroso. Isso dói no coração da gente, ser chamado de mentiroso”, declarou o ex-chefe do Executivo.
Agência Estado







