
Átila Varela
atila@focuspoder.com.br
Em tempos de IPO e debêntures, a VCI, investidora do Hard Rock Hotel Fortaleza, fez um movimento bem arrojado. A companhia quitou dívida pública de R$ 48 milhões e retirou todos os seus papéis de circulação.
O débito foi quitado com 28 meses de antecedência. O cancelamento voluntário foi acatado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) após a comprovação de que seus balanços e obrigatoriedades estarem regulares.
A empresa justifica. Segundo ela, a maioria dos IPOS visa a venda de parte do capital para aquisições ou expansões orgânicas e, no caso da VCI, a expansão e pipeline dos 10 terrenos já estava toda adquirida e solucionada, portanto não haveria necessidade de capital para tal finalidade.
“Existem poucos investidores para projetos em desenvolvimento ou venture capital. A contabilidade brasileira não entende e não captura, por exemplo, as aquisições de distress asset e isso joga o valuation das empresas inovadoras para baixo. Se a empresa compra algo que vale 100 por 10, aqui no Brasil vale 10” explica, Samuel Sicchierolli, sócio controlador e Presidente da VCI SA.
O distress asset equivale a compra “oportunística” de ativos por valor abaixo do custo em um movimento que traz grande valorização financeira caso a estratégia funcione.
A VCI
A VCI atua na incorporação, desenvolvimento, captação de fundos de investimento, construção e comercialização de empreendimentos hoteleiros de grande porte com marcas internacionais no Brasil no sistema de multipropriedade. Hoje, o portfólio conta com hotéis da marca Hard Rock, um em Fortaleza (CE) e outro no Paraná.
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