Gramado da Arena Castelão gera impasse entre Governo e clubes Ceará e Fortaleza

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Gramado da Arena Castelão. Foto: Divulgação

Equipe Focus
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Quem tem acompanhado os clubes Ceará e Fortaleza sabe que o Castelão tem sido bastante utilizado para os jogos. O resultado, considerando o uso semanalmente e a quadra chuvosa, é o desgaste do gramado.

Acossados pela queda de receita durante a pandemia, os times que estão na Série A do Brasileirão não aceitam a troca do gramado para ontem. Inviabilizar o Castelão significa menos receita de ingressos, patrocinadores, entre outros.

O Governo do Estado sugeriu que o Vozão e o Leão mandassem jogos de menor envergadura. Os times, por sua vez, solicitaram a reforma apenas no mês de novembro, no fim da temporada.

“Mais uma vez deixamos claro que o Governo do Estado está pronto para fazer a manutenção do seu gramado, através da Superintendência de Obras Públicas (SOP). Já temos uma licitação concluída, com empresa pronta para começar de imediato a substituição do gramado. Os clubes e a FCF pediram para que essa troca só ocorresse ao fim da temporada 2022, previsto para o dia 16 de novembro. Levaremos as informações e o pedido dos clubes para que a governadora Izolda Cela avalie a melhor solução”, explicou o titular da Sejuv, Rodrigo Nogueira.

A Arena Castelão é o estádio mais utilizado do Brasil, com 38 jogos já realizados em 2022 e projeção pelo menos mais 34 partidas até novembro.

“Para a substituição total do gramado e resolver de vez essa situação, precisamos de 60 a 90 dias de paralisação das atividades”, disse o superintendente de Obras Públicas, Quintino Vieira.

Fortaleza e Ceará não aceitam

“O equipamento tem uma dificuldade pelo tempo de plantio, é o gramado que tem mais jogo no Brasil, isso é inegável, as chuvas pesam, e ninguém quer criar problema. Mas nós não podemos parar, não tem como parar”, afirmou o presidente do Fortaleza, Marcelo Paz.

“Estamos cientes das dificuldades, e estamos sempre aqui tentando de alguma forma colaborar, mas não podemos fechar o estádio, e concordamos com o que o presidente do Fortaleza colocou”, disse o diretor de operações do Ceará, Veridiano Pinheiro.

Eles defenderam a necessidade de manter o estádio em funcionamento, apesar da necessidade de correção do gramado, e apontaram que a única solução no momento é procurar meios de viabilizar melhor a manutenção entre os jogos.

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